Mercados globais operam mistos; Ibovespa futuro abre em alta

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.

Crédito: Reprodução/iStock Photos

Os mercados globais operam de forma mista nesta quinta-feira, à medida em que os investidores ficam cada vez mais céticos quanto a um novo pacote de estímulos nos Estados Unidos. Futuros de Nova York caem e bolsas europeias sobem.

Há pouco, por aqui, o Ibovespa futuro abriu em alta de 0,17%, aos 100,870 pontos.

O tema do dia é o último debate nos EUA, que acontece esta noite, quando Donald Trump buscará tirar a vantagem de Joe Biden nas pesquisas eleitorais.

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O principal chefe da espionagem dos EUA acusou o Irã de  tentar interferir na atual corrida eleitoral. John Ratcliffe, diretor de inteligência nacional, disse que tanto o Irã quanto a Rússia obtiveram informações de registro de eleitores e que Teerã já as estava usando para enviar e-mails ameaçadores.

Os mercados reagem também à elevada instabilidade política que vem com a confirmação dos esforços para manipular a corrida presidencial o que aumenta a probabilidade de que o resultado, seja ele qual for, seja contestado, especialmente porque a corrida pode ser mais disputada do que as pesquisas indicam atualmente.

As ações dos EUA fecharam em baixa na quarta-feira após uma sessão bastante volátil em meio a sinais de que um pacote de estímulo provavelmente não se tornará lei antes das eleições. A presidente da Câmara, Nancy Pelosi, e o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, progrediram em suas últimas negociações e se pronunciarão novamente nesta quinta-feira, mesmo com poucas chances de um acordo ser aprovado pelo Senado antes do pleito do dia 3 de novembro.

Avanço da Covid-19

O ressurgimento da Covid-19 segue como um trigger igualmente importante, mas o debate fiscal nos EUA tem sido a principal questão de curto prazo.

Em todo o mundo, há evidências crescentes de que a pandemia está começando a piorar. As novas infecções na Alemanha saltaram para um recorde, enquanto a Espanha e a França são agora as primeiras nações da Europa Ocidental com 1 milhão de casos.

As hospitalizações nos EUA atingiram o máximo de dois meses, lideradas pelo meio-oeste. Os novos casos de coronavírus no estado de Nova York ultrapassaram dois mil pela primeira vez desde maio.

Em indicadores, hoje tem divulgação dos novos pedidos de seguro-desemprego nos EUA, que devem vir em 860 mil, ante 898 mil da semana passada, o que indica que a recuperação do mercado de trabalho segue lenta.

Destaques no Brasil

Hoje tem mais um leilão de títulos públicos, que possivelmente confirmará as dificuldades que o Tesouro Nacional tem encontrado para rolar a dívida em meio às crescentes preocupações fiscais.

*Com Filipe Teixeira, da Wisir Research

Veja as cotações às 9h05:

Mercados futuros de Nova York

  • S&P: -0,18%
  • Nasdaq: -0,12%
  • Dow Jones: -0,16%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: +0,16%
  • FTSE, Reino Unido: +0,18%
  • CAC, França: +0,34%
  • FTSE MIB, Itália: +0,38%
  • Stoxx 600: +0,12%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: -0,70%
  • Xangai, China: -0,38%
  • HSI, Hong Kong: +0,13%
  • ASX 200, Austrália: -0,29%
  • Kospi, Coreia: -0,67%

Petróleo

  • WTI (dezembro 2020): US$ 40,34 (+0,77%)
  • Brent (dezembro 2020): US$ 42,07 (+0,81%)

Ouro

  • Ouro futuro (dezembro 2020): US$ 1.916,90 (-0,65%)