Bolsa de valores acelera ganhos, com possível acordo sobre precatórios

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
1

Crédito: Reprodução/Pixabay

A bolsa de valores acelera a alta desta terça-feira (21), em linha com os mercados globais, que buscam recuperação após perdas de ontem com caso da chinesa Evergrande. A bolsa sobe 1,71%, aos 110.703,24 pontos, próximo às 15h05.

Por aqui, anima os investidores o possível acordo para os precatórios. Em depoimentos pós-reunião dos presidentes da Câmara e do Senado com o ministro da Economia, Paulo Guedes, foi dito que os precatórios serão quitados com respeito ao teto de gastos. E que a PEC que discute o tema será levada hoje à Comissão Especial da Câmara dos Deputados.

Praticidade e precisão, saiba quais melhores investimentos e como melhorar rentabilidade de suas ações

Em dia de agenda fraca, o destaque fica mesmo pelo início da reunião de dois dias do Comitê de Política Monetária (Copom), que amanhã (22) apresenta sua decisão sobre a taxa básica de juros, Selic.

A aposta predominante no mercado é de alta de 1 ponto porcentual, como adiantado na ata do último encontro do Copom.

“O Copom está em uma ‘sinuca de bico’: se for muito dovish, as expectativas de inflação irão se deteriorar ainda mais e, caso seja muito hawkish, é o PIB de 2022 que ficará cada vez mais comprometido. A saída, portanto, é manter o pace do comunicado anterior e elevar a Selic em 1%, para 6,25% a.a”, afirmam os analistas do BTG Pactual digital.

Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) revisou para cima a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para este ano. A entidade elevou sua estimativa em 1,5 ponto percentual. E agora prevê um crescimento de 5,2%. Para o ano que vem, a projeção é de 2,3%.

Mercados do exterior

Os mercados futuros dos EUA tentam recuperação após as quedas de ontem, motivadas pelas preocupações de quebra da empresa chinesa Evergrande, do setor imobiliário, com repercussões em outros setores da economia.

O S&P 500 caiu 1,7%, tendo seu pior dia desde 12 de maio deste ano. Na mínima do dia, chegou a tombar 5%, recuo similar ao verificado apenas em outubro de 2020.

Também nos EUA hoje começa a reunião que define a política monetária. Mas, por lá, diferentemente do Brasil, o que pede atenção não é a alteração da taxa de juros, e sim os sinais de início da retirada dos US$ 120 bilhões mensais de estímulos injetados na economia. A expectativa é que o chamado tapering comece ainda este ano.

Em indicadores, as novas construções de moradias nos EUA subiram 3,9% em agosto ante julho, acima do consenso de 1%.

Veja as cotações às 14h20:

Money Week 5ª Edição

5 Dias de Evento | 70 Autoridades do Mercado Financeiro | 20 Horas de Conteúdo

Mercados de Nova York

  • Dow Jones: +0,30%
  • S&P: +0,25%
  • Nasdaq: +0,44%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: +1,43%
  • FTSE, Reino Unido: +1,12%
  • CAC, França: +1,50%
  • FTSE MIB, Itália: +1,22%
  • Stoxx 600: +1%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: -2,17%
  • Xangai, China: fechado por feriado
  • HSI, Hong Kong: +0,51%
  • ASX 200, Austrália: +0,35%
  • Kospi, Coreia: fechado por feriado

Petróleo

  • Brent (novembro 2021): US$ 74,18 (+0,35%)
  • WTI (outubro 2021): US$ 70,43 (+0,20%)

Ouro

  • Ouro futuro (dezembro 2021): US$ 1.780,35 (+0,94%)

Minério de ferro

  • Bolsa de Dalian: fechado por feriado