Ibovespa segue Nova York e opera em queda

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Divulgação/B3

A bolsa de valores brasileira passou para o terreno negativo no início de tarde dessa sexta-feira (20). Perto das 13h50, o Ibovespa recuava 0,12%, aos 105.542 pontos.

Os mercados de Nova York também recuam, com disputa entre o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, e o Federal Reserve, sobre suas linhas de crédito de emergência.

Na Europa, as bolsas fecharam em alta.

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Hoje o Twitter é pauta na Money Week.

No Brasil, em meio à desconfiança do mercado em relação à situação fiscal do país, o ministro da economia, Paulo Guedes, afirmou que fará “o que for necessário” para reduzir a dívida, citando entre as medidas a possibilidade de “até vender um pouco de reservas”, atualmente em US$ 355,5 bilhões.

A dívida bruta do governo tende a encerrar 2020 em 96% do PIB, de acordo com o Tesouro Nacional, em virtude do aumento de gastos provocados pelo combate ao coronavírus.

“Nossa lógica é muito simples. A dívida tem que cair. E a maneira de fazer isso é vender ativos, privatizar, desalavancar bancos públicos, reduzir a dívida interna e até vender um pouco de reservas”, disse.

O dólar comercial inverteu o sinal e passou a subir, cotado a R$ 5,3663, alta de 1,15%.

Exterior

O secretário do Tesouro dos EUA, Mnuchin, anunciou ontem (19) que não estenderá programas de empréstimos de emergência estabelecidos com o Federal Reserve, que devem expirar em 31 de dezembro. Segundo ele, estes instrumentos já “claramente alcançaram seu objetivo”. Disse ainda que os legisladores deveriam redirecionar o financiamento não gasto para impulsionar a economia, enquanto os EUA esperam por uma vacina contra o coronavírus.

Mas, na terça (17), o presidente do Fed, Jerome Powell, havia afirmado que não era apropriado ainda retirar os programas.

Em mais um capítulo da interminável novela sobre estímulos monetários, o líder da maioria no Senado, Mitch McConnell, concordou em retomar as negociações com os democratas do Congresso.

Enquanto isso, o presidente eleito Joe Biden atacou a falta de cooperação do governo de Donald Trump na transição presidencial, dizendo que isso prejudicava a capacidade de sua equipe de obter informações atualizadas sobre a pandemia.

O otimismo dos investidores em relação ao progresso da vacina, que elevou os estoques globais a um pico histórico no início da semana, começou a diminuir em meio a um aumento nos casos de Covid-19.

A Califórnia impôs um toque de recolher na maior parte do estado, enquanto os primeiros-ministros sul-coreanos e japoneses pediram vigilância para conter a pandemia e o chefe de saúde de Hong Kong disse que a cidade “provavelmente entrou em uma nova onda de casos”.

*Com Filipe Teixeira, da Wisir Research

Veja as cotações às 13h50:

Mercados Nova York

  • S&P: -0,30%
  • Nasdaq: +0,01%
  • Dow Jones: -0,48%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: +0,34%
  • FTSE, Reino Unido: +0,20%
  • CAC, França: +0,40%
  • FTSE MIB, Itália: +0,72%
  • Stoxx 600: +0,45%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: -0,42%
  • Xangai, China: +0,44%
  • HSI, Hong Kong: +0,36%
  • ASX 200, Austrália: -0,12%
  • Kospi, Coreia: +0,24%

Petróleo

  • Brent (janeiro 2021): US$ 41,65 (-0,22%)
  • WTI (dezembro 2020): US$ 44,35 (+0,34%)

Ouro

  • Ouro futuro (dezembro 2020): US$ 1.871,20 (+0,52%)

Minério de ferro

  • Bolsa de Dalian, China: US$ 135,04 (+1,72%)