Ibovespa abre em queda, na contramão de Nova York

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Flickr

O Ibovespa abre em queda de 0,44%, aos 123.850 pontos. Os mercados futuros abrem a terça-feira (20) em alta, depois das quedas de segunda (19).

O IGP-M, calculado pela FGV e que reajusta o aluguel, desacelerou para 0,72% na segunda prévia de julho, ante recuo de 0,04% na primeira leitura do mês.

Destaque hoje também para o resultado do segundo trimestre da Neoenergia (NEOE3), dando início à temporada de balanços.

Segundo a imprensa, a CVM estuda reduzir o limite para se tornar investidor qualificado, de R$ 1 milhão para R$ 627 mil.

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O presidente Jair Bolsonaro sinaliza que vetará o aumento do fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões aprovado na Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2022.

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Por fim, o estado de São Paulo anuncia que iniciará em janeiro nova rodada de vacinação contra Covid-19. O Ministério da Saúde alega que ainda não há evidências suficientes quanto à necessidade de revacinar a população.

Destaques no Exterior

A variante delta segue gerando cautela, com o número de casos subindo na Europa e nos EUA, especialmente entre os não-vacinados.

Como consequência, o Dow Jones atingiu ontem seu pior dia desde outubro, com as ações ligadas à retomada da economia sentindo o baque. S&P e Nasdaq sentiram menos, devido às ações de tecnologia – nas quais os investidores se protegem sob ameaça de novas restrições.

O dólar futuro também teve sua maior alta desde 8 de março, reforçando a cautela dos investidores.

O petróleo também teve queda, refletindo não apenas o receio com o futuro do crescimento da atividade econômica, mas com o aumento de produção anunciado pela Opep no fim de semana.

Em indicadores, a agenda do dia está esvaziada. Destaque para as transações correntes da zona do euro, que tiveram recorde de 12 bilhões de euros em maio, com queda de 10 bilhões de euro na comparação com abril. Em 12 meses, o superávit é de 310 bilhões de euros (2,7% do PIB da área do euro), ante 228 bilhões de euros (2%) um ano antes.

Na Alemanha, o Índice de Preços ao Produtor subiu 1,3% em junho, com alta anual de 8,5%. O Japão define hoje sua taxa de juros. Na temporada de balanços do segundo trimestre, hoje tem Netflix, United Airlines, Anglo American e UBS.

Os investidores seguem ainda na expectativa pela reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed) na semana que vem, à espera da definição sobre o tapering (retirada dos estímulos). E pelas negociações sobre o pacote de infraestrutura de Joe Biden, que vem enfrentando forte resistência dos republicanos.

Veja as cotações às 10h20:

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Mercados de Nova York

  • S&P: +0,24%
  • Nasdaq: +0,34%
  • Dow Jones: +0,24%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: -0,01%
  • FTSE, Reino Unido: +0,19%
  • CAC, França: +0,50%
  • FTSE MIB, Itália: -0,22%
  • Stoxx 600: +0,09%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: -0,96%
  • Xangai, China: -0,07%
  • HSI, Hong Kong: -0,84%
  • ASX 200, Austrália: -0,46%
  • Kospi, Coreia: -0,35%

Petróleo

  • Brent (setembro 2021): US$ 68,39 (-0,35%)
  • WTI (setembro 2021): US$ 66,20 (-0,33%)

Ouro

  • Ouro futuro (agosto 2021): US$ 1.823,70 (+0,80%)

Minério de ferro

  • Bolsa de Dalian: US$ 190,29 (+0,28%)