Bolsa de valores vira e opera em leve alta nesta quinta-feira

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

A bolsa de valores brasileira operava em baixa, até por volta das 16h nesta quinta-feira (19).

Perto das 16h20, porém, o Ibovespa virou e passou a operar em alta de 0,50%, aos 106.269 pontos.

O otimismo com as notícias sobre vacinas são permeados por dados de avanço nos casos do coronavírus no país. Hoje, chegou ao Brasil o primeiro lote de 120 mil doses da Coronavac, que ainda precisam de autorização da Anvisa. Mas diversos prefeitos e governos começam a reavaliar o relaxamento das medidas de isolamento social.

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Os mercados de Nova York, com exceção de Nasdaq, também caem. As bolsas europeias fecharam em baixa.

Exterior: preocupação com Covid

Nova York voltou a fechar escolas públicas e vai restringir o transporte público. Na Alemanha, as medidas para evitar a disseminação da pandemia geraram protestos violentos. A Polônia relatou um recorde de 603 mortes, e os médicos do Reino Unido alertaram que novas medidas duras devem ser implementadas.

A Rússia ultrapassou 2 milhões de infecções por Covid-19, levando o sistema hospitalar do país ao limite em meio a uma quantidade recorde de novos casos diários. O país do Leste Europeu, que tem o quinto maior número de casos no mundo, depois dos Estados Unidos, Brasil, Índia e França, até agora evitou bloqueios e fechamentos durante a segunda onda da pandemia, optando por restrições limitadas em regiões mais duramente atingidas.

A metrópole de Tóquio está elevando seu alerta de vírus ao seu nível mais alto, após constatar recordes em novos casos diários, afirmou a governadora Yuriko Koike em uma reunião de especialistas em vírus. Novos casos de coronavírus em Tóquio chegaram a 534, elevando o total acumulado para 36.256. Os casos diários do Japão aumentaram para um recorde de mais de 2 mil na quarta-feira.

Já a Austrália deu início a um dos bloqueios mais severos já vistos durante a pandemia, proibindo até mesmo exercícios ao ar livre e passeios com cães.

Avanços das vacinas

Paralelamente, segue a corrida contra o tempo das vacinas. A farmacêutica Pfizer afirmou que uma análise final de dados de ensaios clínicos mostrou que sua vacina foi 95% eficaz, abrindo caminho para a empresa solicitar a primeira autorização regulatória dos EUA.

Ontem também, a Universidade de Oxford e AstraZeneca indicaram que sua vacina é segura e desencadeia uma resposta imunológica semelhante entre todos os adultos testados. Esta vacina encontra-se já na fase 3 de testagem.

A revista científica Lancet divulgou que a Coronavac apresentou 97% de eficácia em estudos preliminares. Ela é produzida na China e também em São Paulo, em parceria do governo estadual com o Instituto Butantan.

Na segunda (16), a Moderna anunciou que a sua vacina era mais de 94% eficaz na prevenção do Covid-19. Essa notícia veio depois que a vacina da Pfizer e da BioNTech foi considerada mais de 90% eficaz. Já a Sputnik, russa, se diz 92% eficaz.

No entanto, apesar dos avanços positivos da ciência, os investidores têm consciência de que o percurso até a vacinação da população leva tempo.

Pedidos de seguro-desemprego

Hoje saíram os dados sobre novos pedidos de seguro-desemprego nos EUA, que ficaram em 742 mil, acima da estimativa de 710 mil. Na semana passada, foram 709 mil.

Veja as cotações às 14h05:

Mercados Nova York

  • S&P: -0,10%
  • Nasdaq: +0,56%
  • Dow Jones: -0,40%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: -0,88%
  • FTSE, Reino Unido: -0,80%
  • CAC, França: -0,67%
  • FTSE MIB, Itália: -0,40%
  • Stoxx 600: -0,73%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: -0,36%
  • Xangai, China: +0,47%
  • HSI, Hong Kong: -0,71%
  • ASX 200, Austrália: +0,25%
  • Kospi, Coreia: +0,07%

Petróleo

  • Brent (janeiro 2021): US$ 41,48 (-0,81%)
  • WTI (dezembro 2020): US$ 43,95 (-0,88%)

Ouro

  • Ouro futuro (dezembro 2020): US$ 1.857,20 a onça-troy (-0,89%)

Minério de ferro

  • Bolsa de Dalian, China: US$ 133,04 (+2,45%)

 

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