Ibovespa opera em queda, em linha com mercados em Nova York

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Divulgação/B3

Os mercados seguem em cautela nesta quarta-feira (19). O Ibovespa opera em queda de 0,25%, aos 122.673,51 pontos.

O destaque do mercado de hoje é a votação, na Câmara, da Medida Provisória sobre a privatização da Eletrobras (ELET6). As ações da empresa sobem 4,69%, a R$ 42,85. De acordo com o Broadcast, o relator da Medida Provisória de privatização da companhia, deputado Elmar Nascimento (DEM-BA) deverá apresentar um novo relatório ainda hoje, tirando os “jabutis” (propostas estranhas à matéria).

Já no campo político, o dia é de apreensão para o governo federal. Na CPI da Covid depõe o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello.

O ex-ministro negou que tenha assumido a pasta sob a condição de seguir ordens do presidente da República, Jair Bolsonaro, de recomendar chamado “tratamento precoce” para a covid-19, que inclui medicamentos sem comprovação científica como a hidroxicloroquina. “Em hipótese alguma. O presidente nunca me deu ordens diretas para nada”, garantiu.

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Pazuello acrescentou que foi nomeado por Bolsonaro para “fazer as coisas andarem o mais rápido possível” e que a missão era “trocar a roda do carro com o carro andando”. Sobre sua experiência para assumir o ministério, Pazuello lembrou as funções que exerceu ao longo da carreira, entre elas, o comando de hospitais de campanha, como na Operação Acolhida, na fronteira com a Venezuela. “Sobre gestão e liderança, acho que nem preciso responder. É como responder se a chuva molha. Todo militar tem isso”, disse.

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O depoimento é tenso, mas o mercado avalia que Pazzuello responde a todas as perguntas com muita segurança, sem preocupação com a verdade.

Ontem, o ex-ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, afirmou que o Itamaraty agiu durante a pandemia apenas como cumpridor de ordens do Ministério da Saúde, o que aumentou a responsabilidade de Pazuello.

Também pesam as denúncias feitas ontem pelo Jornal Nacional sobre contratos suspeitos assinados pelo Ministério da Saúde durante a pandemia. Militares teriam reformado prédios antigos do Rio de Janeiro, sem licitação, usando a pandemia como justificativa para considerar as obras urgentes.

O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, foi convocado pela Câmara para prestar esclarecimentos sobre um suposto orçamento secreto, criado para favorecer políticos aliados do governo. Para completar, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, é alvo de ação da Polícia Federal que investiga exportação ilegal de madeira.   

Em indicadores, o IGP-M subiu 3,83% na segunda prévia de maio, quando o mercado projetava 2,77%. Na primeira prévia do mês, a alta foi de 2,68%. Em abril, a leitura final foi de 1,51%.

A moeda digital Bitcoin teve forte queda nas últimas 24 horas, ficando abaixo de US$ 30 mil, sendo a pior cotação em 14 meses.

A baixa vem na sequência do anúncio de Elon Musk de que a Tesla (TSLA34) não aceitaria mais a criptomoeda na compra de veículos. Isso três meses depois de anunciar a novidade e elevar o preço do bitcoin ao recorde de US$ 64 mil.

Musk alegou que a suspensão tem como base preocupações ambientais sobre o chamado processo de “mineração” computacional, que exige máquinas de alta potência.

A Ethereum, segunda mais negociada, tem baixa de 20,3%, e a as ações da Coinbase Global, negociadas na Nasdaq, caem 6,3%, informa o serviço de notícias do BTG Pactual noTelegram.

Por aqui, o ETF Hashdex #HASH11, negociado na B3, tem desvalorização de 14,6%.

A justificativa hoje vem da China, onde o Banco Popular da China (Pboc) proibiu instituições financeiras e empresas de pagamento de realizar transações envolvendo criptomoedas e alertou sobre especulação. A informação foi publicada por agências de notícias, como Reuters e AFP.

Destaques no Exterior

O destaque do dia fica por conta da divulgação da ata do Federal Open Market Committee (FOMC), que manteve os juros inalterados nos Estados Unidos.

Os investidores acompanham com atenção qualquer dica sutil de retirada dos estímulos, apesar de os representantes do Federal Reserve (Fed) seguirem o discurso de que a inflação é temporária e os juros seguirão zerados por muito tempo ainda. O mercado desconfia.

Na zona do euro, o Índice de Preços ao Consumidor subiu para 1,6% em abril na comparação anual, ante 1,3% de março. O dado deve aumentar o temor de inflação e de alta dos juros, assim como acontece nos EUA.

Veja as cotações às 14h49:

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Mercados Nova York

  • S&P: -0,59%
  • Nasdaq: -0,51%
  • Dow Jones: -0,76%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: -1,77%
  • FTSE, Reino Unido: -1,19%
  • CAC, França: -1,43%
  • FTSE MIB, Itália: -1,58%
  • Stoxx 600: -1,52%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: -1,28%
  • Xangai, China: -0,51%
  • HSI, Hong Kong: fechado por feriado
  • ASX 200, Australia: -1,90%
  • Kospi, Coreia: fechado por feriado

Petróleo

  • Brent (julho 2021): US$ 66,34 (-3,45%)
  • WTI (julho 2021): US$ 62,98 (-3,83%)

Ouro

  • Ouro futuro (junho 2021): US$ 1.885,50 (+0,94%)

Minério de ferro

  • Bolsa de Dalian: US$ 185,28 (-3,25%)