Bolsa de valores segue em forte queda, aos 111 mil pontos

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
1

Crédito: Reprodução/B3

O Ibovespa opera em queda de 2,05%, aos 111.458 pontos próximo às 14h30. O dia é de vencimento de opções, o que aumenta a volatilidade, e além disso o mercado digere o aumento do IOF e a queda do minério de ferro.

O governo federal publicou decreto na noite de quinta-feira (17), aumentando as alíquotas do IOF sobre as operações de crédito para pessoas físicas e jurídicas por um período de três meses, o que deve repercutir hoje nos mercados.

Praticidade e precisão, saiba quais melhores investimentos e como melhorar rentabilidade de suas ações

O aumento de arrecadação deve ser de R$ 2,14 bilhões em 2021, dos quais R$ 1,6 bilhão será usado para custear o Auxílio Brasil, com valor de R$ 300 em média.

Para as pessoas jurídicas, o IOF passa de 1,5% para 2,04% ao ano. Para pessoas físicas, de 3% para 4,08% ao ano.

Ontem, a queda no preço do minério de ferro, os sinais de desaceleração das principais economias e os questionamentos do presidente da Câmara, Arthur Lira, sobre a responsabilidade da Petrobras (PETR2 PETR 4) na alta dos combustíveis também pesaram no Ibovespa.

Hoje, em indicadores, o IPC-Fipe, que mede a inflação em São Paulo, variou 1,21% na segunda leitura de setembro, ante 1,34% da primeira.

Monitor do PIB, divulgado nesta sexta-feira (17) pela FGB, aponta crescimento de 0,6% na atividade econômica em julho

Ontem, a Secretaria de Política Econômica atualizou suas projeções para os principais indicadores do país em seu Boletim Macroeconômico, publicado de três em três meses.

O documento apontou piora na expectativa para inflação: de 5,90% da última avaliação para 7,90% em 2021. Para 2022, o mesmo indicador foi de 3,50% para 3,75%.

O Produto Interno Bruto (PIB) foi mantido a 5,3% para este ano. Para 2022, caiu de 2,51% para 2,5%. E foi mantido em 2,5% de 2023 a 2025.

Mercados externos

Os mercados globais operam no negativo nesta sexta-feira (17).

As vendas no varejo surpreendendo positivamente e os pedidos de seguro-desemprego levemente acima do esperado nos EUA aumentam as expectativas para a reunião do Fed, que acontece terça e quarta.

O mercado acompanha, ansioso por informações quanto ao início do tapering (retirada de estímulos), que deve começar no final do ano.

No Reino Unido, as vendas no varejo caíram 0,9% em agosto, ante projeção de alta de 0,5%. A inflação ao consumidor da zona do euro subiu 0,4% em agosto, e 3% na comparação anual.

A confiança do consumidor de Michigan subiu a 71 pontos em setembro, abaixo da previsão de 72 do mercado.

Veja as cotações às 14h37:

Mercados de Nova York

  • Dow Jones: -0,53%
  • S&P: -0,83%
  • Nasdaq: -0,94%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: -1,03%
  • FTSE, Reino Unido: -0,91%
  • CAC, França: -0,79%
  • FTSE MIB, Itália: -0,98%
  • Stoxx 600: -0,88%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: +0,58%
  • Xangai, China: +0,19%
  • HSI, Hong Kong: +1,03%
  • ASX 200, Austrália: -0,76%
  • Kospi, Coreia: +0,33%

Petróleo

  • Brent (novembro 2021): US$ 75,30 (-0,49%)
  • WTI (outubro 2021): US$ 72,14 (-0,58%)

Ouro

  • Ouro futuro (dezembro 2021): US$ 1.765,35 (+0,49%)

 

Money Week 5ª Edição

5 Dias de Evento | 70 Autoridades do Mercado Financeiro | 20 Horas de Conteúdo