Bolsa de valores vira e passa a subir, descolada do exterior

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: bolsa-burak-k-pexels

A bolsa de valores brasileira inverteu o sinal e passou a subir no início de tarde desta terça-feira (17). Perto das 16h05, o Ibovespa registrava ganho de 0,88%, aos 107.331 pontos, enquanto no exterior o dia é de cautela.

Destaque para as ações da Vale que estão entre as maiores altas do Ibovespa, com +3,97%, negociada a valor recorde de R$ 67,54, após o BNDES ter vendido ontem 40 milhões de ações.

Por aqui, a agenda de indicadores está esvaziada e os investidores voltam suas atenções para Brasília e sua demora injustificável em apresentar um calendário para a votação de temas sensíveis como as reformas tributária e administrativa, além do próprio orçamento para 2021, sinalizando assim a preocupação com o risco fiscal, extremamente ameaçado com a chegada da pandemia ao país.

BDRsDay TradeUnicórnios e novos IPOs.

Hoje é dia de insights para investir em 2021.

Após a divulgação de resultados preliminares positivos sobre o desenvolvimento de vacinas contra a Covid-19, o Ministério da Saúde receberá representantes de farmacêuticas para discutir a compra dos imunizantes: a primeira reunião será com a Pfizer, hoje. Amanhã, técnicos da pasta se encontram com representantes da Johnson & Johnson e na quinta-feira, 19, está prevista agenda com desenvolvedores da vacina Sputnik V.

Os três imunizantes apresentaram mais de 90% de eficácia contra o novo coronavírus, segundo análises preliminares divulgadas este mês. As vacinas estão em fase três de testes, em humanos, a mais avançada no desenvolvimento desse tipo de droga.

Exterior

Em Nova York, a Nasdaq, única que registrava ganhos na abertura do dia, também virou para o terreno negativo. Na Europa, apenas a bolsa de Milão e de Paris fecharam em alta.

Os investidores esperam que as vacinas permitam que as economias reabram no próximo ano, embora os números de casos nos EUA pareçam longe de um platô. A euforia gerada pelo resultado da eleição presidencial e pelo anúncio da vacina dará lugar a uma análise mais sóbria nos próximos dias, de quão longo e suave será o caminho para a recuperação.

*Com Filipe Teixeira, da Wisir Research

Veja as cotações às 14h05:

Mercados Nova York

  • S&P: -0,40%
  • Nasdaq: -0,15%
  • Dow Jones: -0,60%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: -0,04%
  • FTSE, Reino Unido: -0,87%
  • CAC, França: +0,21%
  • FTSE MIB, Itália: +0,55%
  • Stoxx 600: -0,21%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: +0,42%
  • Xangai, China: -0,21%
  • HSI, Hong Kong: +0,13%
  • ASX 200: +0,21%
  • Kospi, Coreia: -0,15%

Petróleo

  • WTI (dezembro 2020): US$ 40,92 (-1,02%)
  • Brent (janeiro 2021): US$ 43,27 (-1,26%)

Ouro

  • Ouro futuro (dezembro 2020): US$ 1.885,30 (-0,13%)

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