Mercados futuros estão em alta, à espera de decisões do Fomc

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

Os mercados futuros de Nova York e as bolsas europeias operam em alta nesta quarta-feira (16), otimistas à espera das  decisões do Federal Open Market Committee (Fomc), do Federal Reserve norte-americano.

Esta é a primeira reunião do comitê depois que o Fed anunciou que seria mais tolerante com a inflação para viabilizar a retomada do crescimento pós-Covid-19. Para hoje, não são aguardados cortes ou aumentos nos juros básicos. Mas, sim, sinalizações de até quando eles se mantêm em níveis baixos.

“O otimismo está sendo apoiado por um fluxo contínuo de boas notícias econômicas, notícias de ganhos saudáveis ​​e a perspectiva de receber notícias mais reconfortantes do Federal Reserve. O mercado espera que ele permaneça comprometido em deixar a recuperação esquentar, enquanto continua a fornecer políticas de apoio”, disse Jim Paulsen , estrategista-chefe de investimentos do Leuthold Group, à CNBC.

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O Fomc também atualizará suas projeções para Produto Interno Bruto (PIB), desemprego e a inflação.

Indicadores

Ontem, o Índice Empire State de Atividade Industrial, medido pelo Federal Reserve de Nova York, surpreendeu e apontou um avanço de 13,3 pontos em setembro.

O indicador, que mede o crescimento da produção na região de Nova York, chegou a 17 pontos. A projeção do mercado era por avanço bem mais tímido, para 6 pontos.

Já a produção industrial dos EUA, medida pelo Fed, apontou avanço de 0,4% em agosto, acima dos 3,5% de julho. No entanto, o resultado veio abaixo da projeção do mercado, que era de alta de 1%.

Novo primeiro-ministro no Japão

Na Ásia os mercados fecharam mistos. Ontem, Yoshihide Suga foi eleito primeiro-ministro do Japão, substituindo Shinzo Abe, que deixou o posto depois de oito anos, por problemas de saúde.

Destaques no Brasil

Assim como nos EUA, o grande destaque do dia por aqui é a definição do Comitê de Política Monetária (Copom), depois de dois dias de reunião.

A expectativa majoritária no mercado é que o Copom mantenha a taxa de juros básica (Selic) em 2%, depois do corte de 0,25 ponto porcentual realizado no início de agosto.

Mas além da definição da taxa, interessa aos investidores o comunicado que acompanhará a decisão de política monetária.

O BTG Pactual (BPAC11) é uma das instituições que aposta na manutenção dos 2%: “encerrar o movimento de expansão monetária junto a um comunicado mais cauteloso poderia ser a estratégia adequada vis-à-vis o balanço de risco local e a atual volatilidade do real frente à moeda americana”, afirmou em relatório.

Ontem, o Ministério da Economia divulgou que projeta uma queda do PIB de 4,7% em 2020, de acordo com boletim da Secretaria de Política Econômica (SPE). A previsão se manteve igual em relação ao documento anterior, de julho, e reflete os impactos da pandemia do Covid-19 sobre a economia.

Veja as cotações às 6h18:

Mercados Nova York

  • S&P: +0,41%
  • Nasdaq: +0,61%
  • Dow Jones: +0,26%

Europa

  • DAX, Alemanha: +0,17%
  • FTSE, Reino Unido: +0,02%
  • CAC, França: +0,29%
  • FTSE MIB, Itália: +0,14%
  • Stoxx 600: _0,42%

Ásia

  • Nikkei, Japão: +0,09%
  • Xangai, China: -0,36%
  • HSI, Hong Kong: -0,03%
  • ASX 200: +1,04%
  • Kospi, Coreia: -0,31%

Petróleo

  • WTI (outubro 2020): US$ 39,27% (+2,59%)
  • Brent (novembro 2020): US$ 41,47 (+2,32%)

Ouro

  • Ouro futuro (dezembro 2020): US$ 1.975 (+0,46%)

Minério de ferro

  • Bolsa de Dalian, China: US$ 117,86 (-5,07%)