Ibovespa segue em queda, aos 113 mil pontos

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Foto: B3

A bolsa de valores aprofundou a queda nesta quinta-feira (16), com Ibovespa recuando 1,11%, aos 113.781 pontos.

O presidente da Câmara, Arthur Lira, voltou a questionar a responsabilidade da Petrobras (PETR3 PETR4) na alta dos combustíveis. Disse que a ida do presidente da empresa, Joaquim Silva e Luna, à casa deixou ainda mais dúvidas. Em sua fala aos deputados, Silva e Luna culpou o ICMS pelo impacto no preço dos combustíveis.

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Destaque na agenda desta quinta-feira (16) para mais indicadores de inflação, a menos de uma semana para a decisão do Copom quanto à taxa de juros (Selic), quando nova alta de pelo menos 1 ponto porcentual deve ser anunciada.

A FGV divulgou o Índice Geral de Preços -10 (IGP-10), que caiu 0,37% em setembro, ante projeção de queda de 0,57%, depois de subir 1,18% em agosto. O índice acumula alta de 16,44% no ano e de 26,84% em 12 meses. O recuo se deve principalmente ao minério de ferro, cujo preço caiu 22,17%.

IGP-10 é uma das versões do IGP, mas com levantamento de preços feito em um recorte de tempo diferente (do dia 11 do mês anterior até o dia 10 do mês atual).

A FGV também divulgou o IPC-S, com o acompanhamento semanal dos preços e subiu 1,10% na segunda leitura do mês. 

A Secretaria de Política Econômica (SPE) publicou seu Boletim Macroeconômico, com destaque para a piora nas projeções para inflação. A inflação medida pelo IPCA foi revista de 5,90% da última avaliação para 7,90% em 2021.

O Produto Interno Bruto (PIB) foi mantido a 5,3% para este ano. Para 2022, caiu de 2,51% para 2,5%. E foi mantido em 2,5% de 2023 a 2025.

Mercados do exterior

Os mercados globais operam mistos.

Alguns temas persistem: coronavírus, desaceleração da economia globalmente, depois de recuos na produção de China e EUA, e reunião do Federal Reserve nas próximas terça e quarta (21 e 22), de onde pode sair alguma sinalização quanto ao início da retirada de estímulos (tapering).

Em indicadores, as vendas no varejo dos EUA em agosto surpreenderam positivamente, subindo 0,7%, quando a projeção era de recuo de 0,8%. O núcleo das vendas no varejo (que exclui automóveis) subiu 1,8%, ante expectativa de queda de 0,1%. 

Os EUA tiveram 332 mil novos pedidos de seguro-desemprego na semana, ante projeção de 330 mil – e 312 mil (revisados de 310 mil) da semana anterior.

Por fim, a balança comercial da zona do euro registrou superávit de 20,7 bilhões de euros em leitura prévia de julho.

Ontem, o Comitê Tributário da Câmara dos EUA aprovou proposta de aumento de tributos para corporações e americanos de alta renda, de 21% para 26,5%. O pacote segue para o plenário, tendo forte resistência dos republicanos.

Veja as cotações às 13h40:

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Mercados de Nova York

  • Dow Jones: -0,36%
  • S&P: -0,43%
  • Nasdaq: -0,36%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: +0,23%
  • FTSE, Reino Unido: +0,16%
  • CAC, França: +0,59%
  • FTSE MIB, Itália: +0,78%
  • Stoxx 600: +0,44%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: -0,62%
  • Xangai, China: -1,34%
  • HSI, Hong Kong: -1,46%
  • ASX 200, Austrália: +0,58%
  • Kospi, Coreia: -0,74%

Petróleo

  • Brent (novembro 2021): US$ 75,50 (+0,05%)
  • WTI (outubro 2021): US$ 72,64 (+0,04%)

Ouro

  • Ouro futuro (dezembro 2021): US$ 1.785,45 (-0,52%)

Minério de ferro

  • Bolsa de Dalian: US$ 104,079 (-3,94%)