Ibovespa opera em queda; bolsas em Nova York estão negativo

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
1

Crédito: Divulgação

O Ibovespa opera em queda de 0,02%, aos 113.778,28 pontos, nesta terça-feira (16).

Dois temas roubam o noticiário hoje no país: o início da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que apresenta amanhã sua resolução sobre a Selic, taxa básica de juros; e a troca no Ministério da Saúde, no momento mais crítico da pandemia para os brasileiros.

Sobre a Selic, é grande a aposta no aumento de 2% para 2,5%. Mas há quem acredite em leve ajuste de 0,25 ponto porcentual, na crença de que o Banco Central está mais preocupado com a atividade fraca do país do que com a inflação. E há quem aposte em alta de 0,75 ponto porcentual, já que a inflação e a alta do dólar preocupam bastante – os últimos indicadores e a intervenção do BC para conter o câmbio seriam os principais indicativos.

O Caged veio acima das expectativas do mercado, segundo o time Macro Research do BTG Pactual digital

O Caged de janeiro registrou uma abertura de 260 mil vagas, bem melhor do que o esperado por BTG Pactual (+150 mil) e pelo consenso (+189 mil).

Em janeiro, os dados registraram saldo positivo no nível de emprego nos 5 grupos de Atividades Econômicas, lembra o time da BTG:

  • Indústria geral (90.431 postos), concentrados na Indústria de Transformação (87.162 postos);
  • Serviços (83.686 postos), distribuído principalmente nas atividades de Administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (55.896 postos);
  • Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (32.986 postos);
  • Construção (43.498 postos);
  • e reparação de veículos automotores e motocicletas (+9.848 postos).

Ontem (15) à noite, o presidente Jair Bolsonaro foi ao Twitter anunciar seu novo (e quarto) ministro da Saúde, o cardiologista Marcelo Queiroga. Alinhado ao bolsonarismo, ele defende o lockdown parcialmente, apenas em situações extremas, e quer independência dos médicos para receitar ou não tratamento precoce. Fora as polêmicas que dividem as opiniões da população, o que ele precisa, de fato, é acelerar o calendário de vacinação.

Ainda no posto de ministro, Eduardo Pazuello disse ontem que o Brasil já está comprometido com a compra de mais de 500 milhões de doses de vacina, de diversos fornecedores. Mas vale lembrar que, no país, apenas três imunizantes têm o aval da Anvisa: Pfizer, Oxford e Coronavac.

Em indicadores, o IGP-10, da FGV, variou 2,99% em março, acima do consenso de 2,84%. Já o IPC-S, da FGV, que mede a inflação nas capitais, variou 0,88% na segunda leitura de março. A projeção era de 0,74%.

Também saem os dados do emprego formal do Caged de janeiro, com projeção de criação de 188 mil vagas.

Hoje ainda, tem balanços de D1000 (DMVF3), Gafisa (GFSA3) e Notre Dame (GNDI3).

Destaques no Exterior

Ontem (15), os mercados americanos voltaram a subir, com os investidores otimistas com o pacote de incentivos de US$ 1,9 trilhão e o avanço da vacinação nos EUA – que devem vacinar a totalidade dos adultos do país até 4 de julho.

Também pesou para os investidores a arrefecida na rentabilidade dos papéis do tesouro, com maior procura pela dívida do governo, o que se explica pelas boas perspectivas para o país.

Hoje tem início a reunião de dois dias do Federal Reserve (Fed), banco central americano, que deve reforçar a visão de que não há grandes riscos inflacionários a ponto de reduzir os incentivos e mexer na taxa de juros básicos. Ainda assim, a rentabilidade do tesouro segue no radar, porque, apesar da negativa do Fed, o mercado acredita que há, sim, risco grande de alta da inflação.

A Bloomberg informa que Joe Biden estuda aumentar impostos para financiar seu plano de recuperação da economia. Segundo a reportagem, assessores do presidente americano cogita incluir aumentos para empresas e para pessoas de alta renda.

A Europa, por outro lado, enfrenta problemas em seu calendário de vacinação. Além de atrasos nas entregas dos imunizantes, a vacina da AstraZeneca/Oxford foi suspensa em diversos países, depois de suspeitas de reação em imunizados, que apresentaram coágulos sanguíneos.

Em indicadores, destaque hoje para Produção Industrial e vendas no varejo dos EUA, que ajudarão a entender o cenário de retomada.

Veja as cotações às 15h43:

Mercados Nova York

  • S&P: -0,32%
  • Nasdaq: -0,32%
  • Dow Jones: -0,47%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: +0,66%
  • FTSE, Reino Unido: +0,68%
  • CAC, França: +0,30%
  • FTSE MIB, Itália: +0,50%
  • Stoxx 600: +0,88%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: +0,52%
  • Xangai, China: +0,78%
  • HSI, Hong Kong: +0,67%
  • ASX 200, Australia: +0,80%
  • Kospi, Coreia: +0,70%

Petróleo

  • Brent (maio 2021): US$ 68,23 (-0,94%)
  • WTI (abril 2021): US$ 64,64 (-1,13%)

Ouro

  • Ouro futuro (abril 2021): US$ 1.731,10 (+0,11%)

Minério de ferro

  • Bolsa de Dalian: US$ 164,61 (+3,88%)