Ibovespa opera em alta, acompanhando mercados globais

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: ibovespa

O Ibovespa opera em alta de 0,19%, aos 120.530 pontos. Os mercados de Nova York continuam em alta, repercutindo a fala de Jerome Powell e os bons resultados corporativos dos bancos.

Voltou a ganhar força em Brasília a alternativa de aprovar o texto do Orçamento com vetos parciais. O governo estuda enviar um projeto de lei para recompor as despesas obrigatórias que foram cortadas para encaixar as emendas parlamentares.

Ontem (14), o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por 10 votos a 1, confirmar a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a conduta do governo durante a pandemia.

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Também ficou definido que cabe ao plenário, e não à Segunda Turma, decidir sobre a anulação da condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo caso do tríplex no Guarujá. O julgamento prossegue hoje e deve definir se Lula será ou não elegível em 2022.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que a Pfizer vai antecipar, para o primeiro semestre, a entrega de 2 milhões de doses da vacina contra Covid-19 para o Brasil. O governo brasileiro tem um contrato com a farmacêutica para a entrega de 100 milhões de doses até o final do ano.

Em indicadores, destaque hoje para o IGP-10, da FGV, e para a Pesquisa Mensal de Serviços, do IBGE.

Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) subiu 1,58% em abril, acima da estimativa de 1,38% do mercado. O resultado marca uma desaceleração em relação à março, quando o indicador avançou 2,99%.

Com isto, a variação é de 9,16% no ano e de 31,74% em 12 meses. Em abril do ano passado, o índice variara 1,13% no mês e acumulava elevação de 6,73% em 12 meses.

A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do IBGE, apontou nesta quinta-feira (14) que o setor avançou 3,7% na comparação entre janeiro e fevereiro de 2021. O resultado é bem melhor do que o consenso de 1,5%. Porém, não reflete as novas medidas de distanciamento adotadas em março.

Na comparação com fevereiro de 2020, sem ajuste sazonal, porém, há recuo de 2%. No acumulado de doze meses, a queda é de 8,6%.

Já na análise com ajuste sazonal, o setor supera, pela primeira vez, o nível em que se encontrava antes da pandemia. Em nove meses de altas consecutivas, serviços tem crescimento de 24%. E, com isso, fica 0,9% acima do patamar de fevereiro de 2020.

Destaques no Exterior

Ontem (14), o presidente do Federal Reserve (Fed), reafirmou que a taxa de juros segue zerada pelo menos até 2023. Disse ainda que o banco central sinalizará o aumento, quanto ele vier, reduzindo as compras de títulos.

“Alcançaremos o momento em que reduziremos as compras de ativos quando tivermos feito um progresso substancial em direção às nossas metas. Isso seria muito provavelmente antes, muito antes, do momento em que consideraríamos o aumento das taxas de juros”, disse.

O JP Morgan (JPMC34), Goldman Sachs (GSGI34) e Wells Fargo (WFCO34) puxaram a fila de balanços do primeiro trimestre, com resultados acima das projeções, garantindo o bom humor do mercado.

Para hoje, são aguardados os balanços de Bank of America, Citigroup, Charles Schwab, L’Oreal, United Health, PepsiCo, BlackRock, Delta Airlines e Alcoa.

O que mais rola no mundo

  • Os novos pedidos de seguro-desemprego nos EUA vieram bem melhor do que a projeção: ficaram em 576 mil, quando eram aguardados 700 mil reivindicações. Na semana passada, os pedidos foram 769 mil (revisados dos 744 mil anunciados anteriormente).
  • Ainda em indicadores, as vendas no varejo dos EUA subiram 9,8% em março, resultado superior aos 5,9% da projeção e ao recuo de 2,7% de fevereiro.
  • Na Alemanha, a inflação ao consumidor veio em linha com a expectativa: alta de 0,5% em março, e de 1,7% na comparação com o mesmo mês de 2020.

Veja as cotações às 16h:

Mercados Nova York

  • S&P: +0,97%
  • Nasdaq: +1,09%
  • Dow Jones: +0,78%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: +0,30%
  • FTSE, Reino Unido: +0,63%
  • CAC, França: +0,41%
  • FTSE MIB, Itália: -0,19%
  • Stoxx 600: +0,45%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: +0,07%
  • Xangai, China: -0,52%
  • HSI, Hong Kong: -0,37%
  • ASX 200, Australia: +0,51%
  • Kospi, Coreia: +0,38%

Petróleo

  • Brent (junho 2021): US$ 66,66 (+0,12%)
  • WTI (maio 2021): US$ 63,12 (-0,05%)

Ouro

  • Ouro futuro (junho 2021): US$ 1.769,40 (+1,91%)

Minério de ferro

  • Bolsa de Dalian: US$ 160,72 (+3,56%)