Mercados operam com perdas; Ibovespa futuro abriu em queda

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

Os mercados globais operam em queda na manhã desta quinta-feira (15).

No Brasil, o Ibovespa futurou abriu em queda de 0,97%, aos 98.270 pontos.

No radar dos investidores estão o avanço da Covid-19 na Europa, que já preocupa também os Estados Unidos, e os resultados corporativos – até aqui, insatisfatórios para alterar o cenário complicado dos EUA, às vésperas das eleições e sem acordo sobre novos estímulos econômicos.

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O secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, disse ontem que seria difícil conseguir um acordo de estímulo antes da eleição. Isto somado à falta de vontade política democrata, que há menos de 20 dias das eleições, mostram pouco apetite por medidas de estímulos de menor impacto, destinadas a setores específicos da economia.

Hoje saem os resultados do terceiro trimestre de Morgan Stanley e Charles Schwab. Em indicadores, destaque para vendas no varejo nos EUA e novos pedidos de auxílio-desemprego (que devem ficar em 830 mil).

Europa

Os casos diários de coronavírus na Alemanha aumentaram no ritmo mais rápido desde o início da pandemia, juntando-se a infecções recordes que vão da Itália à República Tcheca.

A Europa intensificou os esforços para conter os surtos, com a França anunciando novas restrições e Londres pronta para um novo lock down.

O Índice Stoxx Europe 600 avança de forma agressiva para sua maior queda em três semanas.  A multinacional suíça de cuidados de saúde, Roche Holding, caiu depois que as vendas trimestrais ficaram aquém das estimativas.

A multinacional francesa produtora de petróleo Total caiu, depois de reportar que sua margem de refino na Europa diminuiu.

Ásia

O mercado de ações da China superou seus pares na Ásia. O banco central do país acrescentou financiamento de médio prazo ao sistema financeiro para ajudar a orientar a economia durante a pandemia.

Ainda na Ásia, as ações de Hong Kong, Japão e Coreia do Sul registraram as maiores perdas, enquanto as ações australianas subiram. As ações na Tailândia caíram depois que um estado de emergência foi declarado em Bangcoc para reprimir os manifestantes antigovernamentais.

Destaques no Brasil

Ontem, a bolsa fechou pelo segundo dia consecutivo descolada de Nova York, com alta de 0,84%, chegando aos 99.334 pontos.

O destaque da manhã fica por conta da divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) de agosto, que nas projeções dos especialistas, deve subir 1,70%. O indicador é considerado a prévia para o resultado do PIB e tem por objetivo, mensurar a evolução contemporânea da atividade econômica brasileira, contribuindo para a elaboração de estratégias de política monetária.

Também acontece o primeiro leilão de Letras Financeiras do Tesouro (LFTs), ou Tesouro Selic, mais curtas, que põe à prova as mudanças do Banco Central e do Tesouro Nacional para a rolagem da dívida.

Hoje tem início a temporada de balanços do terceiro trimestre, com CSN (CNSA3).

*Com Filipe Teixeira, da Wisir Research

Veja as cotações às 7h20:

Mercados futuros de Nova York

  • S&P: -1,04%
  • Nasdaq: -1,61%
  • Dow Jones: -0,92%

Europa

  • DAX, Alemanha: -2,81%
  • FTSE, Reino Unido: -2,21%
  • CAC, França: -2,12%
  • FTSE MIB, Itália: -2,41%
  • Stoxx 600: -2,17%

Ásia

  • Nikkei, Japão: -0,51%
  • Xangai, China: -0,26%
  • HSI, Hong Kong: -2,06%
  • ASX 200: +0,50%
  • Kospi, Coreia: -0,81%

Petróleo

  • WTI (novembro 2020): US$ 40,01 (-2,51%)
  • Brent (dezembro 2020): US$ 42,30 (-2,35%)

Ouro

  • Ouro futuro (dezembro 2020): US$ 1.898 a onça-troy (-0,44%)

Minério de ferro

  • Bolsa de Dalian, China: US$ 116,93 (-2,17%)