Bolsa opera em queda, na contramão dos mercados externos

Osni Alves
Jornalista desde 2007. Passou por redações e empresas de comunicação em SC, RJ e MG. E-mail: oalvesj@gmail.com.
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Crédito: B3/Divulgação

A bolsa de valores opera em queda nesta quinta-feira (14), com Ibovespa registrando recuo de 0,16%, os 113.274 pontos, às 11h20.

Destaque no país para o volume de serviços em agosto, que avançou 0,5%, ante 1,1% de julho, mas dentro da expectativa do mercado. Na comparação com agosto de 2020, a alta é de 16,7%. No ano, de 11,5%. 

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Esta é a quinta taxa positiva seguida e o setor já se encontra 4,6% acima do patamar pré-pandemia. Vale lembrar que este é o setor que tem maior peso no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.  

O dado de hoje complementa a série de indicadores do IBGE, sendo que, em agosto, a produção industrial recuou 0,7% e o volume do varejo caiu 3,1%.

O bom desempenho do setor de serviços decorre da reabertura pós-vacinação. Ontem, o Brasil atingiu a marca de 100 milhões de habitantes completamente imunizados contra Covid-19.

A Câmara concluiu a votação do projeto que muda a incidência de ICMS sobre combustíveis e estabelece um valor fixo por litro (não sobre o valor do preço de venda) para o imposto. A proposta segue agora para o Senado, mas enfrenta resistência dos governadores.

Mercados do exterior

Os mercados externos operam em alta, repercutindo os balanços positivos do dia. Bank of America, Citigroup, Morgan Stanley e Wells Fargo reportaram resultados do terceiro trimestre melhores do que a projeção.  

Ontem, o Federal Reserve afirmou que pode começar em meados de novembro um processo gradual de redução de estímulos (tapering), que pode gerar uma diminuição mensal de US$ 10 bilhões em títulos do Tesouro e US$ 5 bilhões em títulos lastreados em hipotecas – atualmente, as cifras são de US$ 80 bilhões e US$ 40 bilhões, respectivamente, somando US$ 120 bilhões mensais.

O Fed também admitiu estar preocupado com a inflação, que já dura mais do que o previsto. Sobre ela, na quarta (13) o Índice de Preços ao Consumidor (IPC ou CPI na sigla em inglês) veio acima da projeção: 0,4%, ante expectativa de 0,3%. 

Já hoje foi divulgado o  Índice de Preços ao Produtor (IPP) dos EUA, que subiu 0,5%, pouco abaixo da expectativa de 0,6%. O dia teve ainda novos pedidos de seguro-desemprego, que ficaram em 293 mil, abaixo da projeção de 319 mil.

Aliás, inflação em alta, falta de mão-de-obra e crise na cadeia de suprimentos são os temas que o Fed vem acompanhando de perto.

Ontem, a Apple afirmou que pretende cortar as metas de produção do iPhone 13 em até 10 milhões de unidades neste ano, devido à escassez de semicondutores. Até então, a gigante havia passado sem danos pela crise, o que aponta que os problemas de oferta estão piorando em escala global. 

Na China, a inflação ao consumidor teve alta anual de 0,7% em setembro, em linha com a expectativa. Os preços ao produtor subiram 10,7%, acima da projeção de 10,5%. 

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Mercados de Nova York

  • Dow Jones: +1,25%
  • S&P: +1,33%
  • Nasdaq: +1,42%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: +1,30%
  • FTSE, Reino Unido: +0,95%
  • CAC, França: +1,43%
  • FTSE MIB, Itália: +1,29%
  • Stoxx 600: +1,23%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: +1,46%
  • Xangai, China: -0,10%
  • HSI, Hong Kong: +0,23
  • ASX 200, Austrália: +0,54%
  • Kospi, Coreia: +1,50%

Petróleo

  • Brent (dezembro 2021): US$ 84,22 (+1,25%)
  • WTI (novembro 2021): US$ 81,39 (+1,18%)

Ouro

  • Ouro futuro (dezembro 2021): US$ 1.800,35 (+0,31%)

Minério de ferro

  • Bolsa de Dalian, China: US$ 114,35 (-2,90%)