Ibovespa opera em alta, mercados globais oscilam

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: reprodução/pixabay

O Ibovespa opera em alta de 0,96%, aos 120.439 pontos nesta quarta-feira (14).

Atenções voltadas para o Supremo Tribunal Federal (STF), onde hoje serão votados dois temas sensíveis ao governo federal.

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O primeiro é a imparcialidade do ex-juiz Sergio Moro, que pode liberar Luiz Inácio Lula da Silva para concorrer à presidência em 2022 – o que promete polarizar ainda mais o debate político e aumentar as preocupações com a austeridade fiscal no ano que vem.

Também será definido se o plenário mantém a decisão que permitiu o início da CPI da Covid, para investigar as ações do governo federal no combate à pandemia. O presidente Jair Bolsonaro conseguiu ao menos uma vitória: as investigações se estenderão aos repasses feitos pela União a estados e municípios.

Destaque ainda para a fala do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que disse ontem que a Selic deve subir 0,75% na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que acontece em maio. Mas que, no entanto, “nada está escrito em pedra” e tudo depende da evolução do cenário econômico. O mercado já dá como certa a subida.

O desfecho sobre o Orçamento segue em aberto, mas ao que tudo indica a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para driblar o teto de gastos já foi abandonada.

Destaques no Exterior

O dia tem destaques como a participação do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, em evento do Clube de Economia de Washington, e a divulgação do Livro Bege, que deve apontar a retomada regional da economia dos EUA.

Powell deve falar da alta da inflação, confirmada ontem pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que subiu 0,6% em março, pouco acima da projeção de 0,5%. Na comparação com março do ano passado, a alta é de 2,6%. A expectativa da leitura anula era de 2,5%.

O núcleo do IPC, que exclui preços de alimentos e energia, avançou 0,3% no mês, ante 0,1% da leitura anterior e 0,2% aguardados pelo mercado. Na comparação com março de 2020, o avanço é de 1,6%.

Com o resultado bem próximo do projetado pelo mercado, é aguardado que Powell mantenha o discurso de que a alta está sob controle e condiz com a retomada econômica.

O presidente do Fed defende que as incertezas diante da pandemia persistem e que, por isso, se faz necessário manter os estímulos. O Fed afirma não subir os juros até 2023, mas agentes do mercado desconfiam. A aposta é que a alta venha antes, justamente para conter a inflação.

Destaque hoje também para o início da temporada de balanços nos EUA, com grandes bancos reportando os resultados do primeiro trimestre de 2021. Estão previstas divulgações de JP Morgan, Wells Fargo e Goldman Sachs.

Ontem (13), o FDA, equivalente à Anvisa dos EUA, suspendeu a vacinação com o imunizante da Johnson & Johnson, depois de seis relatos sobre coágulos sanguíneos em imunizados. O mesmo problema é investigado na vacina AstraZeneca/Oxford.

A notícia boa é que a Pfizer anunciou que irá aumentar em 10% a previsão de entrega de vacinas para o governo americano, para compensar os problemas com a da Johnson.

O preço do petróleo sobe, com as novas projeções da Opep para a demanda de 2021, 6,6% acima do previsto anteriormente.

Da Europa, vem a notícia de que a produção industrial na zona do euro teve recuo de 1% em fevereiro, mas ainda assim dentro da projeção (que era de queda de 1,1%). Em janeiro, a queda foi de 0,8. Na comparação com fevereiro de 2020, o recuo é de 1,6%.

Veja as cotações às 12h50:

Cases da Bolsa

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Mercados Nova York

  • S&P: +0,11%
  • Nasdaq: -0,21%
  • Dow Jones: +0,67%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: -0,13%
  • FTSE, Reino Unido: +0,70%
  • CAC, França: +0,45%
  • FTSE MIB, Itália: -0,05%
  • Stoxx 600: +0,22%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: -0,44%
  • Xangai, China: +0,60%
  • HSI, Hong Kong: +1,42%
  • ASX 200, Australia: +0,66%
  • Kospi, Coreia: +0,42%

Petróleo

  • Brent (junho 2021): US$ 66,29 (+4,11%)
  • WTI (maio 2021): US$ 62,82 (+4,39%)

Ouro

  • Ouro futuro (junho 2021): US$ 1.735,90 (-0,67%)

Minério de ferro

  • Bolsa de Dalian: US$ 154,87 (-0,39%)