Bolsa segue em alta, com ambiente político mais calmo

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Arte / EQI

A bolsa de valores opera em forte recuperação nesta segunda-feira (13), subindo 1,91%, aos 116.466 pontos, próximo às 16h. A pausa nas tensões políticas ajuda o Ibovespa.

O Boletim Focus desta semana trouxe estimativa de Selic a 8% até dezembro, ante 7,63% da semana passada. 

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A alta na projeção vem após o IPCA de agosto, que subiu 0,87%, acima da projeção de 0,71% do mercado. O IPCA já acumula altas de 5,67% no ano e de 9,68% nos últimos 12 meses. 

O Focus aumentou ainda a projeção para o indicador de inflação, também batendo em 8%, na 23ª alta consecutiva. Era 7,05% há quatro semanas.

O PIB, por sua vez, teve projeção reduzida pela quinta vez, de 5,15% para 5,04%. Era de 5,28% há quatro semanas. 

Os próximos dias devem ser de muita especulação sobre para onde irá a Selic, taxa básica de juros, atualmente em 5,25%. É que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central volta a se reunir dias 21 e 22 de setembro.

No último encontro, já foi sinalizada mais uma alta de 1%, mas o mercado aumenta as apostas com dados de inflação preocupantes.

Outros dados bastante relevantes do país na semana são a Pesquisa Mensal de Serviços, do IBGE, com o volume de vendas do setor que tem maior peso no PIB brasileiro.

Também será divulgado, na quarta, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB. Já na sexta-feira (17) sai o Monitor do PIB da FGV.

No campo político, o domingo (12) foi marcado por manifestações de oposição ao governo, mas com baixa adesão. Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro divulgou uma carta à nação, pedindo a harmonia entre os poderes.

Paralelamente, a PEC dos Precatórios e a reforma administrativa podem ser votadas na Câmara esta semana.

Mercados no exterior

No exterior, seguem as preocupações com a delta e com a inflação, o que ainda deixa dúvidas sobre quando o Federal Reserve (Fed) deve iniciar o tapering (retirada das atuais injeções mensais de US$ 120 bilhões). Para o banco central americano, a movimentação depende de bons indicadores de inflação e emprego e de Covid sob controle, o que vem encontrando dificuldade nos EUA devido à resistência de parcela da população à vacinação.

Na terça-feira (14) será divulgado o Índice de Preços a Consumidor (IPC) dos EUA. Na sexta (10), foram divulgados os preços ao produtor, que subiram 0,7% em agosto e 8,3% ao ano – maior aumento desde novembro de 2010. Os gargalos na cadeia de fornecimento, a falta de estoques e a alta das commodities devem encarecer os preços ao consumidor também e a expectativa é de alta de 5,3% para o IPC na comparação anual.

Cases da Bolsa

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Mercados de Nova York

  • Dow Jones: +0,53%
  • S&P: -0,02%
  • Nasdaq: -0,26%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: +0,59%
  • FTSE, Reino Unido: +0,58%
  • CAC, França: +0,20%
  • FTSE MIB, Itália: +0,93%
  • Stoxx 600: +0,26%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: +0,22%
  • Xangai, China: +0,33%
  • HSI, Hong Kong: -1,50%
  • ASX 200, Austrália: +0,25%
  • Kospi, Coreia: +0,07%

Petróleo

  • Brent (novembro 2021): US$ 73,56 (+0,88%)
  • WTI (outubro 2021): US$ 70,39 (+0,96%)

Ouro

  • Ouro futuro (dezembro 2021): US$ 1.792,55 (+0,03%)

Minério de ferro

  • Bolsa de Dalian: US$ 109,455 (-3,49%)