Bolsa de valores segue Nova York e se mantém em alta

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Divulgação/B3

A bolsa brasileira se mantém em alta na tarde desta sexta-feira (13), com o Ibovespa registrando ganhos de 2,08%, aos 104.642,61 pontos, às 15h35.

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), teve alta de 1,29% em setembro, com aceleração ante agosto (1,06%). Em julho, o avanço foi de 2,15% e, em junho, de 4,89%.

O resultado veio acima da projeção de 1% do mercado. E marca a quinta recuperação seguida do indicador.

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O presidente da Pfizer no Brasil, Carlos Murillo, afirmou nesta quinta-feira que mantém negociações com o governo brasileiro com vistas a possibilitar a chegada ao país da vacina contra Covid-19 em desenvolvimento pela empresa, no primeiro trimestre do ano que vem.

“No caso do Brasil, ainda estamos trabalhando fortemente com o governo brasileiro para tentar acelerar a disponibilidade no Brasil o mais rápido possível. Tenho esperança, como o governo também, de que no primeiro trimestre do próximo ano poderíamos estar contando com essa vacina disponível”, disse.

O mercado acompanha ainda o desenrolar das declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, que ontem derrubaram a bolsa em mais de 2%.

Guedes assustou os investidores ao afirmar que talvez seja preciso prorrogar o pagamento de auxílio emergencial, caso uma nova onda de Covid-19 atinja o Brasil. Também voltou a falar do imposto digital e de taxação de dividendos.

Mercados: Exterior

Os mercados futuros de Nova York operam com ganhos, com coronavírus batendo recorde de novas infecções nos EUA e também na Europa, e com o investidor assimilando que os avanços das vacinas não são para já. O clima de festa dá uma arrefecida e Europa opera mista. Na Ásia, o fechamento foi prioritariamente no negativo.

A quinta-feira foi um dia de quedas nos mercados. Christine Lagarde e Jerome Powell, presidentes dos bancos centrais europeu e americano, respectivamente, alertaram que a perspectiva de uma vacina não é suficiente para acabar com os desafios econômicos criados pela pandemia.

O Reino Unido relatou infecções recordes apesar de um bloqueio restrito e as taxas de hospitalização também estabeleceram um novo recorde na França. Ao passo que Nova York já se prepara para a possibilidade do fechamento de escolas e Chicago estimula os seus moradores a ficarem em casa.

Ontem, o presidente americano, Donald Trump, assinou uma ordem proibindo os investimentos dos EUA em empresas chinesas determinadas como pertencentes ou controladas pelos militares do país. Ações incluindo China Mobile e China Telecom Corp. fecharam em queda.

Veja as cotações às 14h:

Mercados Nova York

  • S&P: +0,97%
  • Nasdaq: +0,90%
  • Dow Jones: +0,59%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: +0,18%
  • FTSE, Reino Unido: -0,36%
  • CAC, França: +0,33%
  • FTSE MIB, Itália: +0,41%
  • Stoxx 600: +0,16%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: -0,53%
  • Xangai, China: -0,86%
  • HSI, Hong Kong: -0,05%
  • ASX 200: -0,20%
  • Kospi, Coreia: +0,74%

Petróleo

  • WTI (dezembro 2020): US$ 40,34 (-1,90%)
  • Brent (janeiro 2021): US$ 42,93 (-1,38%)

Ouro

  • Ouro futuro (dezembro 2020): US$ 1.890,10 (+0,89%)

Minério de ferro

  • Bolsa de Dalian, China: US$ 125,9 (+0,83%)

Balanços

O Radar corporativo desta sexta-feira (13) destaca a enxurrada de resultados de empresas na reta final da safra de balanços do terceiro trimestre.

Entre os destaques está a Oi (OIBR3), que reportou prejuízo de R$ 2,63 bilhões, perda 54% menor na comparação anual.

A tele informou ainda que conta com, ao menos, R$ 26,9 bilhões em novos recursos com leilões judicias e vendas de ativos.

Em relação à safra de resultados, vamos aos principais resultados:

  • Cogna (COGN3) registrou prejuízo acima do esperado;
  • B3 (B3SA3) registrou lucro líquido recorrente levemente acima das expectativas.
  • Sabesp (SBSP3) teve lucro em linha com o consenso;
  • BR Malls (BRML3) teve queda no lucro, mas melhor que as expectativas de prejuízo;
  • Ser (SEER3) teve prejuízo, ante projeção de lucro;
  • Copel (CPLE3) reportou lucro acima do esperado;
  • Arezzo (ARZZ3) reportou ganhos acima do projetado;
  • Even (EVEN3) teve lucro acima do esperado;
  • C&A (CEAB3) reportou prejuízo menor que o esperado;
  • Centauro (CNTO3) teve perdas menores que as expectativas;
  • Hapvida (HAPV3) teve lucro abaixo do esperado;

Para hoje, são aguardados os balanços do terceiro trimestre de Cosan (CSAN3), Cemig (CMIG4), Cogna (COGN3). Mais Equatorial (EQTL3) e Grupo Soma (SOMA3).

Também de Brasil Brokers (BBRK3), Aço Altona (EALT3), Bahema (BAHI3), Boa Vista (BOAS3). Ainda CEEE-D (CEED3), CEEE-GT (EEEL3), Celesc (CLSC3 CLSC4), Heringer (FHER3) e General Shopping.

Mais previstos: Melnick (MELK3), MMX (MMXM11), Nutriplant (NUTR3), Ômega Geração (OMGE3), OSX Brasil (OSXB3), PDG (PDGR3). E por fim, Pomifrutas (FRTA3), Priner (PRNR3), Renova (RNEW11), Restoque (LLIS3) e Viver (VIVR3).