Ibovespa abre em queda, acompanhando Nova York após dados da inflação

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

O Ibovespa abre em queda de 0,50%, aos 126.950 pontos nesta terça-feira (13).

Motor da economia brasileira, o setor de serviços superou, pela segunda vez, o nível pré-pandemia, em maio, com alta de 1,2% sobre abril, na série com ajuste sazonal, segundo o IBGE.

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Mesmo com o resultado abaixo da projeção do mercado, que era de alta de 1,3%, ante 0,7% de abril, a maioria dos segmentos de atividades dão sinais de aquecimento.

Ainda assim, o setor segue 11,3% abaixo do recorde histórico, alcançado em novembro de 2014. No ano, o setor acumula alta de 7,3% e, nos últimos 12 meses, recua 2,2%.

O mercado brasileiro ganhou fôlego na segunda (12), com a influência positiva de Nova York e também com a notícia de que a proposta tributária sofrerá ajustes, isentando novamente os fundos imobiliários. Os investidores seguem acompanhando o que deve acontecer com a tributação dos dividendos, que deve ficar em 20%. Vale lembrar que esta é a última semana antes do recesso parlamentar e há pressa na apresentação do novo texto.

Ontem ainda, o diretor de Política Monetária do Banco Central, Bruno Serra, afirmou que considera haver mais pressões de alta da inflação do que para queda dos preços. E apontou o risco fiscal como uma ameaça ao cenário futuro.

Destaques no Exterior

Os mercados globais se dividem nesta terça-feira (13) entre o otimismo com uma boa temporada de balanços americana e a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC ou CPI na sigla em inglês) surpreendendo negativamente.

O CPI dos EUA contrariou as expectativas e acelerou 0,9% em junho. A expectativa do mercado era por recuo de 0,6% para 0,5%. Dessa forma, a inflação americana seguiu em alta, atingindo seu ritmo mais rápido em quase 13 anos.

Na comparação anual, o índice de preços ao consumidor aumentou 5,4% em relação ao ano anterior, ante expectativa de alta de 5%.

A aceleração se opõe aos argumentos de parte do Federal Reserve (Fed) que defende mais estímulos à economia, com redução das recompras de títulos e aumentos dos juros só mais adiante.

O banco central americano, atualmente, se divide entre os que querem aumentos de juros apenas em 2023 e os que acham que ele deve vir antes, já em 2022.

Temporada de balanços

Os investidores também acompanham o que possivelmente será a melhor temporada de balanços dos Estados Unidos, como consequência de um 2020 pandêmico e de uma retomada forte da economia graças à bem-sucedida campanha de vacinação e consequente reabertura da economia, especialmente nos setores ligados a serviços e commodities.

A temporada começa com as divulgações de JP Morgan e Goldman Sachs. Segundo a FactSet, o lucro das empresas que compõem o S&P 500 deve subir mais de 64%.

O Goldman Sachs reportou lucro por ação de US$ 15,02, contra US$ 10,24 esperados por analistas ouvidos pela Refinitiv. Há um ano, o Goldman registrou lucro por ação de US$ 6,26.O balanço do GS foi impulsionado pelo forte desempenho dos bancos de investimento em meio a um robusto mercado de IPO.

Já o JPMorgan Chase lucrou US$ 3,78 por ação, contra estimativa de US$ 3,21 por ação.O desempenho acima das expectativas foi impulsionado uma vez que a empresa liberou dinheiro reservado para perdas com empréstimos.

Além dos números, que devem vir muito bons, os investidores devem ficar atentos às perspectivas das empresas para os próximos meses, que podem dar boas pistas do que virá pela frente no mercado americano.

China

Na China, a balança comercial veio positiva, com superávit de US$ 51,53 bilhões, acima da projeção de US$ 44,20 bilhões. As exportações aumentaram 32,2% e as importações, 36,7%.

Veja as cotações às 10h20:

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Mercados de Nova York

  • S&P: -0,30%
  • Nasdaq: -0,28%
  • Dow Jones: -0,18%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: -0,06%
  • FTSE, Reino Unido: +0,02%
  • CAC, França: -0,08%
  • FTSE MIB, Itália: -0,30%
  • Stoxx 600: -0,13%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: +0,52%
  • Xangai, China: +0,53%
  • HSI, Hong Kong: +1,63%
  • ASX 200, Austrália: -0,02%
  • Kospi, Coreia: +0,77%

Petróleo

  • Brent (setembro 2021): US$ 75,36 (+0,27%)
  • WTI (agosto 2021): US$ 74,04 (-0,08%)

Ouro

  • Ouro futuro (agosto 2021): US$ 1.807,40 (+0,08%)

Minério de ferro

  • Bolsa de Dalian: US$ 189,42 (+3,29%)