Ibovespa mantém queda, acompanhando Nova York

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução

O Ibovespa opera em queda forte de 2,12%, aos 120.360 nesta quarta-feira (12).

O setor de serviços apresentou queda de 4% de fevereiro para março, depois de avançar 4,6% em fevereiro, quando superou o nível pré-pandemia pela primeira vez. A expectativa do mercado era por queda, mas bem inferior: 2,3%.

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Na comparação com março de 2020, o setor teve alta de 4,5%, após 12 taxas negativas seguidas. Já o fechamento do primeiro trimestre teve queda de 0,8% frente ao mesmo período de 2020.

Com isso, o volume de serviços apresenta a quinta queda consecutiva nas comparações trimestrais. O acumulado nos últimos 12 meses é negativo em 8%.

A temporada de balanços prossegue com Cia Hering (HGTX3), Ambipar (AMBP3), Banrisul (BRSR6), Moura Dubeux (MDNE3), MRV Engenharia (MRVE3), Trisul (TRIS3), Equatorial (EQTL3), EDP Brasil (ENBR3), Aeris (AERI3), Fras-Le (FRAS3), BRF (BRFS3), Eucatex (EUCA4), Enauta (ENAT3), 3R Petroleum (RRRP3), Suzano (SUZB3), YDUQS (YDUQ3), D1000 (DMVF3), Valid (VLID3), Estapar (ALPK3), Aliansce Sonae (ALSO3), Locaweb (LWSA3), Natura (NTCO3), Positivo Tecnologia (POSI3), Via (VVAR3), SLC Agrícola (SLCE3), Hapvida (HAPV3) e JBS (JBSS3).

A CPI da Covid ouve hoje o ex-secretário de Comunicação Fábio Wajngarten. O depoimento promete ser polêmico, com ataques à gestão do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

Destaques no Exterior

O destaque desta quarta-feira (12) é o Índice de Preços ao Consumidor (IPC ou CPI na sigla em inglês) dos Estados Unidos, que veio acima da projeção do mercado, aumentando o temor com alta inflacionária. O Índice de Preços ao Consumidor dos EUA subiu 0,8% em abril, ante projeção de 0,3%. Comparativamente, em março, o avanço foi de 0,6%.

A variação anual é de 4,2%, quando o mercado aguardava 3,6%. O núcleo do IPC, que exclui alimentos e energia, subiu 0,9%, quando a projeção era de 0,3%.

A aceleração da inflação em abril foi a mais alta já registrada em 12 meses. E é também a mais alta para um mês de abril em 12 anos.

O Fed mantém o discurso de que qualquer alta inflacionária será transitória e esperada em um cenário de retomada do crescimento. Mas o mercado reage.

Segundo a CNBC, a alta é justificada por uma alta mundial das commodities e também porque a base de comparação era muito baixa em abril de 2020, quando a pandemia ocasionou um fechamento generalizado da economia. Exatamente por isso o Fed considera que a inflação atual é transitória e que deve se estabilizar este ano dentro da faixa de 2% pretendida pelo banco central americano.

Ontem (11), o Dow Jones recuou 1,36%, o maior tombo desde fevereiro, apontando uma queda contraditória, justamente nas ações que deveriam ser beneficiadas pela vacinação e a reabertura da economia. Segundos os analistas, isso se deu por realização de lucro antes do resultado da inflação e porque os investidores aproveitaram para migrar para as ações de tecnologia, que estavam em queda, o que ajudou o Nasdaq ao longo do dia.

O presidente americano, Joe Biden, se reúne hoje com líderes democratas e republicanos para discutir seus dois projetos – o de infraestrutura e o voltado às famílias – que somam US$ 4 trilhões em estímulos e trazem aumento de impostos como contrapartida.

O que mais é notícia:

  • A Organização Mundial da Saúde reconheceu a cepa indiana do coronavírus como variante de preocupação global.
  • A produção industrial na zona do euro subiu 0,1% em março na comparação mensal, abaixo da projeção de 0,7%.
  • Em leitura prévia do primeiro trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido apresentou recuo de 1,5%.

Veja as cotações às 15h43:

Cases da Bolsa

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Mercados Nova York

  • S&P: -1,68%
  • Nasdaq: -2,22%
  • Dow Jones: -1,46%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: +0,20%
  • FTSE, Reino Unido: +0,82%
  • CAC, França: +0,19%
  • FTSE MIB, Itália: +0,23%
  • Stoxx 600: +0,30%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: -1,61%
  • Xangai, China: +0,61%
  • HSI, Hong Kong: +0,78%
  • ASX 200, Australia: -0,73%
  • Kospi, Coreia: -1,49%

Petróleo

  • Brent (junho 2021): US$ 69,29 (+1,08%)
  • WTI (maio 2021): US$ 66,06 (+1,19%)

Ouro

  • Ouro futuro (junho 2021): US$ 1.821,20 (-0,81%)

Minério de ferro

  • Bolsa de Dalian: US$ 207,57 (+2,85%)