Bolsa de valores está estável; Nova York segue em queda

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: bolsa-burak-k-pexels

A bolsa de valores opera em queda nesta sexta-feira (11), acompanhando o movimento dos mercados no exterior. O Ibovespa registrava, às 17h55, ganho de 0,02%, aos 115.105 pontos.

A Pesquisa Mensal de Serviços, do IBGE, apontou avanço de 1,7% em outubro na série com ajuste sazonal. Foi a quinta taxa positiva seguida, acumulando alta de 15,8% no período.

Esse resultado sucedeu uma sequência de quatro taxas negativas, entre fevereiro e maio, com perda acumulada de 19,8%.

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O Ministério da Saúde afirmou ontem (10) que já há um acordo para a aquisição de 70 milhões de doses do imunizante contra a Covid-19 desenvolvido pela Pfizer.

“Havendo o registro para uso emergencial e condições para uso antecipadamente, haverá a possibilidade de se ter o acesso à vacina e se iniciar a vacinação no corrente ano”, disse o secretário-executivo da pasta.

Exterior

Os mercados globais operam com cautela, acompanhando novidades quanto a vacinas, Brexit e pacote nos EUA.

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Ontem (10) à noite, um painel técnico do FDA, agência de vigilância sanitária dos EUA, aprovou a utilização de uso emergencial da vacina da Pfizer. Entre hoje e amanhã, a agência deve dar sua posição oficial.

O barril de petróleo tipo Brent superou ontem os US$ 50 pela primeira vez desde março. A forte alta da commodity se deveu ao aumento da demanda asiática e ao otimismo com os progressos da vacina contra o coronavírus, o que elevou a previsão de demanda futura. Nesta manhã, no entanto, a commodity opera em queda.

O pacote de auxílio nos EUA segue sem solução. O líder da maioria no Senado, Mitch McConnell, defende agora a proposta de US$ 916 bilhões do secretário do tesouro, Steven Mnuchin. Disse que vai fazer “tudo o que puder” para ajudar a economia. Já Nancy Pelosi, da Câmara, defende o outro plano, de US$ 908 bilhões, elaborado por um grupo bipartidário de legisladores.

Na Europa, o Banco Central Europeu aumentou seu Programa de Compras Emergenciais de Pandemia em 500 bilhões de euros, chegando a 1,85 trilhão de euros. E  prorrogou o esquema até março de 2022, com o objetivo de manter os custos de empréstimo corporativo e do governo em mínimas recordes.

Enquanto isso, o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, afirmou que é bem provável que o país deixe a União Europeia sem um acordo.

Veja as cotações às 18h:

Mercados de Nova York

  • S&P: -0,33%
  • Nasdaq: -0,48%
  • Dow Jones: +0,16%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: -1,36%
  • FTSE, Reino Unido: -0,80%
  • CAC, França: -0,76%
  • FTSE MIB, Itália: -0,97%
  • Stoxx 600: -0,73%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: -0,39%
  • Xangai, China: -0,77%
  • HSI, Hong Kong: +0,36%
  • ASX 200, Austrália: -0,61%
  • Kospi, Coreia: +0,86%

Petróleo

  • Brent (fevereiro 2021): US$ 49,89 (-0,72%)
  • WTI (janeiro 2021): US$ 46,51 (-0,58%)

Ouro

  • Ouro futuro (fevereiro 2021): US$ 1.846,70 a onça-troy (+0,50%)

Minério de ferro

  • Bolsa de Dalian, China: US$ 148,42 (+4,38%)