Ibovespa abre em queda, na contramão de mercados globais

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/FGV

O Ibovespa abre em queda de 0,09%, aos 122.097 pontos nesta quarta-feira (11).

Pela manhã foi divulgada a Pesquisa Mensal do Comércio, que revelou que, após dois meses consecutivos de crescimento, as vendas do varejo recuaram 1,7% em junho ante maio, em termos de volume, na série com ajuste sazonal.

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O resultado contrariou as expectativas de alta de 0,7%, sendo a maior retração do setor no ano e a segunda maior para um mês de junho da série histórica do IBGE, iniciada em 2000. 

Ainda assim, o varejo está 2,6% acima do patamar pré-pandemia. Na comparação com junho de 2020, a alta é de 6,3%. 

A queda mais intensa foi do setor de tecidos, vestuário e calçados (-3,6%), que havia registrado aumentos em abril (16,3%) e maio (10,2%).

Planilha de Ativos

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Inflação no radar

Ontem, o IPCA, indicador oficial de inflação, veio acima da projeção, subindo 0,96% e batendo 8,99% nos últimos 12 meses. Vale lembrar que o teto da meta para este ano é 5,25%.

O grupo serviços, que acelerou de 0,23% para 0,67%, é o que mais assusta para as próximas leituras, com a retomada da atividade econômica no segundo semestre, com avanço da vacinação, o que deve pressionar ainda mais o IPCA.

Para tentar frear a alta dos preços, o Copom afirmou em ata, também ontem, que provavelmente promoverá mais uma elevação de 1 ponto porcentual na Selic em setembro, levando a taxa de juros básica a 6,25%. 

Política

Em Brasília, acontece a votação da reforma do imposto de renda. Ontem (10), a PEC do voto impresso foi derrotada na Câmara.

Também repercute a PEC dos precatórios, que prevê parcelamento do pagamento das dívidas do governo. 

Temporada de balanços

Em balanços, é grande a lista das empresas que divulgam os resultados do segundo trimestre:

  • B3
  • Banco Inter
  • Copel
  • Eletrobras
  • Equatorial Energia
  • Hapvida
  • Helbor Empreendimentos
  • JBS
  • Locaweb
  • MRV Engenharia
  • Oi
  • Suzano
  • Via Varejo
  • Yduqs
  • Guararapes Confeccoes
  • Enauta
  • Estapar
  • Taesa
  • Ultrapar
  • Aeris
  • Aliansce Sonae Shopping
  • Sul America SA
  • Iochpe Maxion SA
  • Valid Solucoes e Servicos

Destaques no Exterior

Os mercados futuros de Nova York operam em tendência de alta, após a divulgação dos dados de inflação nos EUA, com o Índice de Preços ao Consumidor (CPI na sigla em inglês) de julho.

O indicador subiu 0,5% em julho ante junho, dentro do consenso. Na comparação com julho de 2020, a alta foi de 5,4%, ante projeção de 5,3%. O núcleo do CPI, que exclui alimentos e combustíveis, subiu 0,3%, ante projeção de 0,4%.

Amanhã sai a inflação para o produtor dos EUA. Dados de inflação acima da expectativa podem aumentar as apostas de antecipação do tapering (retirada de estímulos) e da alta dos juros antes do inicialmente previsto pelo Federal Reserve (Fed).  

O presidente do Fed, Jerome Powell, vem reiterando a interpretação de que a aceleração dos preços é transitória, decorrente de uma demanda maior que a oferta com a reabertura da economia. O dado de hoje do CPI pode ser interpretado como uma acomodação da inflação, confirmando a tese do Fed, o que tende a tranquilizar o mercado.

Destaque ainda para o Senado americano, que aprovou ontem o pacote de infraestrutura de US$ 1,2 trilhão, fazendo as bolsas baterem recorde. 

Veja as cotações às 10h22:

Mercados de Nova York

  • Dow Jones: +0,24%
  • S&P: +0,20%
  • Nasdaq: +0,32%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: +0,35%
  • FTSE, Reino Unido: +0,63%
  • CAC, França: +0,60%
  • FTSE MIB, Itália: +0,82%
  • Stoxx 600: +0,38%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: +0,65%
  • Xangai, China: +0,08%
  • HSI, Hong Kong: +0,20%
  • ASX 200, Austrália: +0,29%
  • Kospi, Coreia: -0,70%

Petróleo

  • Brent (outubro 2021): US$ 69,63 (-1,53%)
  • WTI (setembro 2021): US$ 67,23 (-1,55%)

Ouro

  • Ouro futuro (dezembro 2021): US$ 1.742,90 (+0,65%)

Minério de ferro

  • Bolsa de Dalian: US$ 134,38 (+3,69%)