Ibovespa opera em alta, em linha com Nova York

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Foto: Reprodução/Pixabay

O Ibovespa opera em alta de 0,35%, aos 130.361 pontos nesta quinta-feira (10).

O resultado do IPCA de ontem colocou mais pressão para a alta da Selic, taxa básica de juros.

A próxima reunião do Copom acontece entre terça e quarta-feira (15 e 16) e o mercado espera por aumento de pelo menos 0,75 pontos porcentuais, como o Copom já havia sinalizado na ata da reunião anterior, e um discurso mais duro.

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A Selic atualmente está em 3,5% ao ano e deve chegar a 4,25% na quarta.

O dia também tem a primeira prévia do IGP-M de junho, indicador até aqui usado na correção do aluguel, mas que vem sendo substituído pelo IPCA.

No campo político, a votação da MP de privatização da Eletrobrás (ELET6) foi adiada para a próxima semana. E a Câmara instalou ontem a comissão especial que vai debater a PEC da reforma administrativa.

Destaques no Exterior

O principal tema do dia é o Índice de Preços ao Consumidor (IPC ou CPI em inglês). A inflação americana é foco do investidor porque o avanço dela sinaliza que o Federal Reserve (Fed) poderá alterar sua política de estímulos mais cedo do que o inicialmente projetado (2023).

No entanto, por conta do último payroll – que foi favorável, mas não a ponto de mudar os rumos do Fed – a crença é que nada deve ser alterado, pelo menos até a próxima decisão do banco central americano, que acontece na próxima quarta-feira (16).

O IPC subiu 0,6% em maio, ante projeção de 0,4% e leitura anterior de 0,8%. A variação anual é de 5%, quando o mercado aguardava 4,7%. A alta é a maior já registrada desde 2008.

O núcleo do IPC, que exclui alimentos e energia, subiu 0,7%, quando a projeção era de 0,4%. Na base anual, a variação é de 3,8%, também acima da projeção de 3,4%.

Na semana finalizada em 5 de junho, os novos pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos ficaram em 376 mil, ante 385 mil da semana anterior. O mercado aguardava leitura pouco melhor, de 370 mil.

Este resultado é o nível mais baixo para solicitações iniciais desde março do ano passado, quando foram de 256 mil.

O dia também teve decisão do Banco Central Europeu, que manteve a taxa de juros e as compras de títulos.

Veja as cotações às 10h35:

Mercados de Nova York

  • S&P: +0,31%
  • Nasdaq: +0,16%
  • Dow Jones: +0,16%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: +0,19%
  • FTSE, Reino Unido: +0,36%
  • CAC, França: -0,09%
  • FTSE MIB, Itália: -0,09%
  • Stoxx 600: +0,10%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: +0,34%
  • Xangai, China: +0,54%
  • HSI, Hong Kong: -0,01%
  • ASX 200, Austrália: +0,44%
  • Kospi, Coreia: +0,26%

Petróleo

  • Brent (julho 2021): US$ 72,84 (+0,86%)
  • WTI (julho 2021): US$ 70,51 (+0,79%)

Ouro

  • Ouro futuro (junho 2021): US$ 1.894,10 (-0,07%)

Minério de ferro

  • Bolsa de Dalian: US$ 184,34 (+0,68%)