Ibovespa segue em leve alta, Nova York opera mista

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Foto: B3

O Ibovespa segue em leve alta nesta terça-feira (10), subindo 0,14% , aos 123.185 pontos, às 11h45.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central divulgou a ata de sua última reunião, na qual promoveu a alta da Selic de 4,25% para 5,25%.

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No documento, o Copom justifica o avanço mais agressivo da taxa de juros – de 1 ponto porcentual, ante 0,75 dos três aumentos anteriores -, como uma medida para assegurar as metas de inflação para 2022 e 2023.

Para a próxima reunião, que acontece dias 21 e 22 de setembro, o comitê já adianta mais um ajuste de 1 ponto, salientando que as altas de juros serão promovidas, sem interrupção, para além do nível neutro de estímulo econômico.

Hoje também foi dia de IPCA, indicador oficial de inflação, diretamente ligado ao futuro da Selic. O índice acelerou para 0,96% em julho, acima da projeção de 0,94%. Os preços da energia elétrica são apontados pelo IBGE como explicação para a alta. Este é o maior resultado para o mês desde 2002. A alta do IPCA é de 4,76% no ano e de 8,99% nos últimos 12 meses. 

Ainda em indicadores, o Índice de Preços ao Consumidor da Fipe (IPC-Fipe), que mede a inflação na cidade de São Paulo, acelerou de 1,02% para 1,18% da última leitura de julho para a primeira de agosto. 

Brasília promete muito barulho. A PEC do voto impresso deve ser votada ao longo do dia, no mesmo dia em que ocorreu uma exibição de blindados pelas Forças Armadas.

Ainda no radar estão as PECs do novo Bolsa Família, cujo valor só será definido em setembro, e dos precatórios – com correão não mais pelo IPCA, mas pela Selic, e parcelamento em dez vezes de valores superiores a R$ 66 milhões.  A relação entre as duas PECs é direta: os recursos para aumentar o auxílio viriam dos precatórios. O governo tem previstos R$ 90 bilhões em precatórios no próximo ano, o que acabaria com a sobra de espaço no teto para gastar em 2022, ano eleitoral.

Mercados do exterior

Os mercados de Nova York operam mistos. No exterior, dois temas preocupam: o avanço da variante delta e o início do tapering.

A delta avança nos EUA, inclusive entre os vacinados, mas as autoridades explicam que os casos graves e as mortes concentram-se, agora, entre os que optaram por não se imunizar.

O início do tapering vem sendo anunciado para setembro ou outubro por dirigentes do Federal Reserve (Fed), especialmente depois de dados acima da projeção para o payroll e para o relatório Jolts. O Fed vem frisando que a recuperação do mercado de trabalho é crucial para a retirada dos estímulos.

Amanhã saem os dados de inflação a consumidor e, na quinta (12), ao produtor.

Veja as cotações às 11h45:

Cases da Bolsa

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Mercados de Nova York

  • Dow Jones: 0,42%
  • S&P: +0,19%
  • Nasdaq: +0,28%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: +0,30%
  • FTSE, Reino Unido: +0,31%
  • CAC, França: +0,22%
  • FTSE MIB, Itália: +0,46%
  • Stoxx 600: +0,46%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: +0,24%
  • Xangai, China: +1,01%
  • HSI, Hong Kong: +1,23%
  • ASX 200, Austrália: +0,32%
  • Kospi, Coreia: -0,53%

Petróleo

  • Brent (outubro 2021): US$ 69,94 (+1,30%)
  • WTI (setembro 2021): US$ 67,64 (+1,77%)

Ouro

  • Ouro futuro (dezembro 2021): US$ 1.735,10 (+0,50%)

Minério de ferro

  • Bolsa de Dalian: US$ 131,62 (-1,33%)