Bolsa de valores vira e opera no negativo; NY segue em alta

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/B3

A bolsa de valores virou e recua 0,54%, aos 112.804 pontos às 12h50 desta quinta-feira (9).

IPCA, indicador oficial de inflação, que teve alta de 0,87% em agosto, acima da projeção de 0,71% do mercado, mas abaixo do 0,96% de julho. Esta é a maior alta para o mês desde 2000. 

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Com o resultado, o IPCA acumula altas de 5,67% no ano e de 9,68% nos últimos 12 meses. Comparativamente, em agosto de 2020, a variação foi de 0,24%.

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A bolsa brasileira caiu mais de 3% ontem, com a escalada da crise entre Executivo e Judiciário. Além das manifestações do dia 7, pesaram as respostas dadas pelos presidentes de Câmara e Senado e do Supremo Tribunal Federal aos atos. Os caminhoneiros também iniciam movimento de paralisação que pode complicar ainda mais o cenário, com desabastecimento e mais pressão sobre os preços.

Mercados do exterior

Os destaques no exterior são a manutenção da taxa de juros e das compras de ativos pelo Banco Central Europeu e os novos pedidos de seguro-desemprego dos EUA, que ficaram em 310 mil ante expectativa de 335 mil e 345 mil (revisados) da semana anterior.

Ontem (8), o Livro Bege apontou preocupações com a variante delta e com os gargalos na cadeia de produção americana. E a pesquisa Jolts revelou a criação de mais de 10 milhões de vagas de trabalho no país em agosto, número que supera os desligamentos e aponta um crescimento nível de emprego.

Todos estes indicadores são acompanhados de perto pelos investidores, na busca pela resposta que todos querem saber: quando o banco central americano (Fed) iniciará o tapering, que é a retirada dos estímulos de US$ 120 bilhões mensais da economia, o que reduzirá consideravelmente a liquidez dos mercados.

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Mercados de Nova York

  • Dow Jones: +0,09%
  • S&P: +0,04%
  • Nasdaq: +0,19%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: +0,12%
  • FTSE, Reino Unido: -1,03%
  • CAC, França: +0,24%
  • FTSE MIB, Itália: +0,09%
  • Stoxx 600: -0,04%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: -0,57%
  • Xangai, China: +0,49%
  • HSI, Hong Kong: -2,30%
  • ASX 200, Austrália: -1,90%
  • Kospi, Coreia: -1,53%

Petróleo

  • Brent (novembro 2021): US$ 72,50 (-0,15%)
  • WTI (outubro 2021): US$ 69,21 (-0,13%)

Ouro

  • Ouro futuro (dezembro 2021): US$ 1.790,40 (-0,17%)

Minério de ferro

  • Bolsa de Dalian: US$ 113,05 (-2,73%)