Bolsa de valores opera em queda, em linha com exterior

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução

A bolsa de valores opera em queda nesta quarta-feira (9). O Ibovespa registrava, às 17h30, queda de 0,91%, aos 112.762,00 pontos.

No Brasil, o destaque do dia fica com o anúncio da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) quanto à Selic.

As apostas indicam que a taxa básica de juros deve se manter em 2%. Isso apesar do avanço da inflação registrado ontem, com IPCA acelerando 0,89% em novembro.

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O avanço em 12 meses é de 4,31%, acima do centro da meta de inflação do governo para este ano, que é de 4%.

A OAB ingressou com ação no STF para garantir a compra pelo governo de vacinas contra a Covid-19 de outros países, caso a Anvisa não aprove os imunizantes em 72h.

Ontem o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou em encontro com governadores que cabe à pasta, e não aos estados, planejar a vacinação no Brasil.

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Disse que toda compra do governo dependerá de aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), processo que demanda, segundo ele, pelo menos 60 dias.

Mas hoje, em entrevista à CNN, voltou atrás e afirmou que a vacinação pode começar em janeiro ou fevereiro.

Enquanto isso, técnicos do Ministério da Economia já trabalham com a possibilidade de prorrogar o estado de calamidade e o Orçamento de guerra, diz a Folha, caso ocorra uma segunda onda de coronavírus, o que poderia abrir espaço para o descumprimento do teto de gastos.

Exterior

Os mercados globais passaram a manhã em alta para viraram e passaram a cair. Bolsas da Europa fecharam mistas.

Ontem (8), o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, apresentou uma nova proposta de alívio fiscal de US$ 916 bilhões à presidente da Câmara, Nancy Pelosi.

Também nos EUA, a Food and Drug Administration (FDA), agência de vigilância sanitária, define amanhã (10) se a vacina da Pfizer poderá ser adotada para uso emergencial. Caso seja aprovada, deverá começar a ser aplicada em 24 horas.

Ontem, começou a vacinação no Reino Unido, com o mesmo imunizante.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, chega a Bruxelas hoje para discutir com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, detalhes do acordo de saída do país da União Europeia (Brexit).

Veja as cotações às 17h:

Mercados de Nova York

  • S&P: -0,96%
  • Nasdaq: -1,92%
  • Dow Jones: -0,53%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: +0,47%
  • FTSE, Reino Unido: +0,08%
  • CAC, França: -0,25%
  • FTSE MIB, Itália: -0,38%
  • Stoxx 600: +0,38%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: +1,33%
  • Xangai, China: -1,12%
  • HSI, Hong Kong: +0,75%
  • ASX 200, Austrália: +0,61%
  • Kospi, Coreia: +2,02%

Petróleo

  • Brent (fevereiro 2021): US$ 48,74 (-0,20%)
  • WTI (janeiro de 2021): US$ 45,40 (-0,44%)

Ouro

  • Ouro futuro (fevereiro de 2021): US$ 1.848,40 (-1,41%)

Minério de ferro

  • Bolsa de Dalian, China: US$ 140,42