Ibovespa opera em alta; mercados em NY estão no positivo

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
1

Crédito: Divulgação/B3

O Ibovespa opera em alta de 0,49%, aos 118.114,65 pontos, nesta quinta-feira (8) acompanhando o bom humor de Nova York, repercutindo a ata da última reunião do comitê de política monetária do Federal Reserve (Fed).

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), irá aguardar pela receptividade dos parlamentares aos vetos de Bolsonaro ao Orçamento, informa o BDM Online.

Um projeto de lei fazendo o remanejamento de verbas não será enviado imediatamente após a sanção do Orçamento. O governo deve fazer isso depois.

A ideia no Congresso é instalar a Comissão Mista de Orçamento imediatamente após a sanção do Orçamento. Se houver surpresas na arrecadação, os recursos poderão ser utilizados para resolver as questões das emendas. Se não, isso será empurrado para o próximo ano.

O dia repercute ainda o jantar de empresários com Jair Bolsonaro na noite de ontem (7). Segundo o ministro das Comunicações, Fábio Faria, o encontro foi de demonstração de apoio ao presidente.

O Valor, que obteve áudios da noite, afirma em reportagem que o tom do encontro foi de muitas críticas a João Doria, governos do PT, prefeitos e demais governadores que adotaram o lockdown.

Os empresários pediram aceleração da vacinação, respeito ao teto de gastos e atenção às reformas em 2021, adiando a pauta de costumes do governo para 2022.

De acordo com o jornal, Bolsonaro não apresentou tom mais moderado, como aguardado, apenas reafirmando seus posicionamentos sobre o que acredita ser um bom desempenho do Brasil na crise sanitária e econômica.

“Tem de olhar o lado bom do país. Os investidores estão acreditando no Brasil. Basta olhar, hoje, o leilão dos aeroportos. Não existe terra melhor do que essa!”, disse, em referência à chamada Infra Week.

Estavam presentes David Safra (Safra), Luiz Carlos Trabuco Cappi (Bradesco), André Esteves (BRG Pactual), Rubens Ometto Silveira Mello (Cosan), Flávio Rocha (Riachuelo), Paulo Skaf (Fiesp), além do ministro da Economia, Paulo Guedes, e do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

Paralelamente, segue o impasse envolvendo o orçamento, que terá de ser revisto. O presidente da Câmara, Arthur Lira, cobra Paulo Guedes pelo acordo feito com os políticos. Já Guedes quer o veto às emendas parlamentares.

Além desta questão, os mercados também sentiram ontem as declarações do presidente Jair Bolsonaro criticando novamente a política de preços da Petrobras. As ações da empresa caíram, sob ameaça de ingerência.

O que mais rola no país:

  • O IPC-S, da FGV, que mede a inflação em sete capitais, ficou estável em 1%, com alta de 7,37% nos últimos 12 meses.
  • O Indicador Antecedente de Emprego, também da FGV, caiu 5,8 pontos em março, para 77,1 pontos, menor nível desde agosto de 2020.
  • Já o Indicador Coincidente de Desemprego teve leve queda de 0,2 ponto, para 99,1 pontos. Neste indicador, quanto menor o número, melhor o resultado. 
  • Segundo o IBGE, a produção industrial caiu em 10 de 15 locais pesquisados em fevereiro na Pesquisa Industrial Mensal.

Destaques no Exterior

A ata do banco central americano reafirmou a intenção de manter juros baixos e o ritmo de compras de ativos. Em entrevista à CNBC, o estrategista de ações da Evercore ISI, Dennis DeBusschere, afirmou, no entanto, que o mercado não está completamente convencido de que o forte crescimento econômico e a inflação não forçarão o banco central a agir nos juros mais rapidamente do que o aguardado.

“O mercado está prevendo que o Fed terá de aumentar as taxas muito antes de dizer que o fará. As curvas de rendimento (dos papéis do tesouro) aumentarão à medida em que as perspectivas de crescimento melhorarem e a taxa de desemprego cair. É sobre resultados”, disse.

Nesta quinta, foi a vez do Banco Central Europeu divulgar a ata de sua última reunião, em que afirmou que o ritmo de compras de títulos será determinado em avaliações trimestrais. O BCE separou 1,85 trilhão de euros em seu Programa de Compras Emergenciais da Pandemia, mas repetiu que pode não necessariamente gastar todo esse volume.

Mais destaques:

  • Ontem (7), o presidente dos EUA, Joe Biden, falou que está disposto a negociar o aumento de impostos das empresas para 28%, incluso em sua proposta de pacote de infraestrutura, estimado em mais de US$ 2 trilhões. Este é o principal entrave ao projeto no Congresso.
  • Hoje, o presidente do Fed, Jerome Powell, discursa em evento do Fundo Monetário Internacional. Ele deve falar sobre a relevância da bem-sucedida campanha de vacinação dos EUA para o desempenho econômico do país, confirmado pelo resultado positivo dos principais indicadores.
  • A inflação anual ao produtor (IPP) na zona do euro variou 1,5% em fevereiro. A projeção era de 1,4%. No mês, a variação foi de 0,5%.
  • Os novos pedidos de seguro-desemprego vieram acima da projeção: ficaram em 744 mil, quando a expectativa era por 680 mil.

Veja as cotações às 15h:

Mercados Nova York

  • S&P: +0,35%
  • Nasdaq: +0,90%
  • Dow Jones: +0,04%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: +0,01%
  • FTSE, Reino Unido: +0,56%
  • CAC, França: +0,48%
  • FTSE MIB, Itália: -0,66%
  • Stoxx 600: +0,43%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: -0,07%
  • Xangai, China: +0,08%
  • HSI, Hong Kong: +1,16%
  • ASX 200, Australia: +1,02%
  • Kospi, Coreia: +0,19%

Petróleo

  • Brent (junho 2021): US$ 63,07 (-0,14%)
  • WTI (maio 2021): US$ 59,43 (-0,57%)

Ouro

  • Ouro futuro (junho 2021): US$ 1.755,70 (+0,81%)

Minério de ferro

  • Bolsa de Dalian: US$ 149,97 (-0,56%)