Mercados globais operam mistos; Ibovespa futuro abre em alta

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

Os mercados globais estão mistos na manhã desta quarta-feira (7), com os futuros de Nova York com ganhos e Europa no negativo. Ásia fechou prioritariamente no positivo, apenas com Japão tendo perdas.

No Brasil, o Ibovespa futuro abriu em alta de 0,89%, aos 96.245 pontos.

Wall Street tenta se recuperar da queda de ontem, quando o presidente americano, Donald Trump, derrubou as bolsas do mundo todo cancelando as negociações sobre o estímulo fiscal até depois das eleições de novembro.

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“Imediatamente após eu ganhar, aprovaremos um grande projeto de lei de estímulo que se concentra em americanos trabalhadores e pequenas empresas”, twitou Trump, que se encontra atrás de Joe Biden nas pesquisas de intenção de voto.

Segundo a CNBC, Wall Street se divide entre os que acreditam que foi uma mera jogada política de Trump, enquanto outros defendem que o pacote dos democratas, de US$ 2 trilhões, não é mesmo necessário e que é possível reduzir o valor, como querem os republicanos.

A volatilidade aumentou ainda mais este mês, depois que Trump contraiu o coronavírus e os investidores foram afetados pelos altos e baixos das negociações sobre ajuda econômica dos EUA.

Hoje sai a ata da última reunião do Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto, na sigla em inglês), quando as taxas de juros foram mantidas e o comitê apontou que relaxará no controle da inflação em nome do crescimento. Adiantando o que possivelmente estará no documento de hoje, Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed) disse ontem que a economia precisa de estímulos fiscais e monetários mais agressivos para uma recuperação econômica que, segundo ele, ainda tem “um longo caminho a percorrer”.

Destaques no Brasil

O acordo de paz entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ainda repercute e manteve o bom humor da bolsa ontem, até Trump twitar e acabar com tudo. A bolsa, que se manteve acima de 97 mil pontos por boa parte do tempo, fechou o dia com baixa de 0,49%, indo a 95.615,03 pontos.

O senador Marcio Bittar (MDB-AC) afirmou que a proposta para o Renda Cidadã – novo programa social que o governo tenta criar para substituir o Bolsa Família – deve ficar pronta na semana que vem, “se Deus quiser”.
Bittar havia sido questionado se o Renda Cidadã ficaria para dezembro, depois das eleições municipais. O senador é relator da proposta de Emenda à Constituição conhecida como PEC emergencial, que ainda tramita no Congresso e deve incorporar o Renda Cidadã.
“Semana que vem, se Deus quiser, está pronto”. Um dia antes, na segunda, ele chegou a afirmar após reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes, que apresentaria a proposta nesta quarta, aumentando assim os rumores de que tanto a PEC quanto a retomada das Reformas deve mesmo ficar para depois das eleições municipais de novembro.
*Com Filipe Teixeira, da Wisir Research

Veja as cotações às 9h00:

Mercados futuros de Nova York

  • S&P: +0,63%
  • Nasdaq: +0,61%
  • Dow Jones: +0,68%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: -0,46%
  • FTSE, Reino Unido: -0,06%
  • CAC, França: -0,37%
  • FTSE MIB, Itália: -0,18%
  • Stoxx 600: -0,31%

Ásia

  • Nikkei, Japão: -0,05%
  • Xangai, China: fechado por feriado
  • HSI, Hong Kong: +1,09%
  • ASX 200: +1,25%
  • Kospi, Coreia: +0,89%

Petróleo

  • WTI (novembro 2020): US$ 39,66 (-2,48%)
  • Brent (dezembro 2020): US$ 41,75 (-2,11%)

Ouro

  • Ouro futuro (dezembro 2020): US$ 1.889 a onça-troy (-1,01%)