Bolsa segue em alta, de olho nos resultados da eleição nos EUA

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Divulgação/B3

A bolsa de valores brasileira ampliou a alta nesta quinta-feira (5) e chegou a cruzar a fronteira dos 100 mil pontos. Perto das 15h, o Ibovespa registrava alta de 1,86%, aos 99.542,39 pontos.

A valorização acompanha o mercado externo, na medida em que se aproxima o desfecho das eleições presidenciais americanas, com provável vitória do democrata Joe Biden.

O dólar acentou a queda e opera em baixa de 1,74%, cotado a R$ 5,5645.

Juliano Custódio. Henrique Bredda. Luiz Barsi. Gustavo Cerbasi.

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De acordo com a Terra Investimentos, reportado pelo Estadão Conteúdo, esta é a primeira eleição nos EUA em que se um ganha é bom, e o outro melhor ainda, pela perspectiva de que novos estímulos fiscais devem ser adotados por qualquer um dos dois.

Além disso, espera-se uma política comercial internacional menos atribulada, sobretudo com a China.

Mesmo se Donald Trump recorrer à justiça contra o resultado, a medida será sem efeito, pois Biden deve conseguir uma vantagem além dos 270 votos necessários para conquistar a Casa Branca.

No Brasil, o Índice dos Gerentes de Compras (PMI na sigla em inglês) composto do Brasil ficou em 55,9 pontos, com avanço ante os 53,6 de setembro. O PMI de serviços ficou em 52,3, ante 50,4 anteriores.

Na temporada de balanços, saíram mais cedo os resultados do terceiro trimestre do Banco do Brasil (BBAS3) e Omega Energia (OMGE3) e devem sair ainda número de AES Tietê (TIET11), BMG (BMGB4), Engie (EGIE3), Hermes Pardini (PARD3), Iguatemi (IGTA3), JHSF (JHSF3), Lojas Renner (LREN3), Sanepar (SAPR11), Technos (TECN3), Tenda (TEND3), Triunfo (TPSI3), Valid (VLID3) e Wiz (WIZS3).

Exterior

As ações asiáticas atingiram os níveis mais altos desde fevereiro de 2018, lideradas por empresas de tecnologia e saúde, à medida que os investidores procuravam setores defensivos e desistiam de apostas em um enorme pacote de estímulo econômico.

Nos EUA, os novos pedidos de seguro-desemprego tiveram nova queda semanal. Foram 751 mil solicitações na semana encerrada em 31 de outubro, 10 mil mais do que o esperado, porém 7 mil a menos que o nível revisado de 758 mil registrados na semana passada.

Na Europa, o Banco da Inglaterra impulsionou seu programa de compra de títulos em mais do que o esperado em 150 bilhões de libras (US $ 195 bilhões) em outra rodada de estímulo para ajudar a economia, que sofre agora com segunda onda de restrições ao coronavírus.

*Com Filipe Teixeira, da Wisir Research

Veja as cotações às 14h.

Mercados de Nova York

  • S&P: +1,99%
  • Nasdaq: +2,25%
  • Dow Jones: +1,86%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: +1,98%
  • FTSE, Reino Unido: +0,33%
  • CAC, França: +1,24%
  • FTSE MIB, Itália: +1,93%
  • Stoxx 600: +1,00%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: +1,73%
  • Xangai, China: +1,30%
  • HSI, Hong Kong: +3,25%
  • ASX 200, Austrália: +1,28%
  • Kospi, Coreia: +2,40%

Petróleo

  • WTI (dezembro 2020): US$ 38,72 (-1,10%)
  • Brent (janeiro 2021): US$ 40,89 (-0,82%)

Ouro

  • Ouro futuro (dezembro 2020): US$ 1.948,30 (+2,74%)