Ibovespa opera em alta um dia após Copom; NY também sobe

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Nyse/Divulgação

O Ibovespa abre em alta, marcando ganhos de 0,21%, aos 122.056 pontos, nesta quinta-feira (5).

Como já precificado pelo mercado, o Copom elevou a taxa Selic em 1 ponto porcentual, para 5,25% ao ano. No comunicado, afirmou ainda que outro ajuste de mesma magnitude já pode ser aguardado para a próxima reunião, em 45 dias. Pelo Focus, do Banco Central com as expectativas do mercado, a taxa básica de juros deve alcançar 7% no final do ano. Para o BTG Pactual (BPAC11), a Selic vai a 7,5%. Mas já há casas elevando suas projeções para acima de 8%. A conferir.

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O indicador antecedente de emprego, da FGV, subiu 1,6 ponto em julho, chegando a 89,2 pontos. É o maior nível desde janeiro de 2020. 

Na temporada de balanços, destaque para Engie (EGIE3), Sanepar (SAPR4), Eneva (ENEV3), Azul (AZUL4), Arezzo (ARZZ3), Cia Hering (HGTX3), Tupy (TUPY3), Burger King (BKBR3), São Carlos (SCAR3), Tenda (TEND3), Ouro Fino (OFSA3), Banco BMG (BMGB4) e JHSF (JHSF3).

Ontem, a Petrobras reportou lucro de R$ 42,9 bilhões no 2TRI21 e anunciou antecipação do pagamento de R$ 31,6 bilhões aos acionistas.

O dia tem ainda IPO da Raízen, que vem sendo considerado o maior do ano.

Segue a crise política em Brasília, com Supremo Tribunal Federal (STF) aceitando notícia-crime do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra Jair Bolsonaro, dentro do inquérito das fake news.

Ontem, o presidente anunciou que o novo Bolsa Família se chamará Auxílio Brasil e terá 50% de reajuste, indo de R$ 192 para “no mínimo” R$ 300, como disse o presidente – em ano pré-eleição, já cogita-se R$ 400. O mercado acompanha, atento ao risco fiscal.

Destaques do Exterior

A quinta-feira (5) começa com mercados futuros de Nova York em tendência de alta, buscando compensar a queda de ontem, que veio das incertezas quanto ao crescimento econômico e das falas de dirigentes do Federal Reserve (Fed), que vêm apontando retirada de estímulos já a partir de outubro.

Nos EUA, a pesquisa ADP, considerada uma prévia do payroll (folha de pagamentos oficial norte-americana), decepcionou na quarta, apontando a criação de 330 mil vagas no setor privado, quando o mercado aguardava por muito mais. O payroll sai na sexta e a expectativa gira em 900 mil novos postos de trabalho.

O cenário do trabalho nos EUA poderá ser melhor examinado a partir dos novos pedidos de seguro-desemprego, que saem hoje às 9h30. A projeção é de 384 mil reivindicações, ante 400 mil da semana passada.

Hoje tem decisão do Banco Central da Inglaterra sobre taxa de juros. Em balanços, destaque para Novo Nordisk, Moderna, Merck, Mercado Libre e Duke Energy.

Veja as cotações às 10h25:

Mercados de Nova York

  • Dow Jones: +0,16%
  • S&P: +0,18%
  • Nasdaq: +0,14%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: +0,12%
  • FTSE, Reino Unido: -0,19%
  • CAC, França: +0,35%
  • FTSE MIB, Itália: +0,29%
  • Stoxx 600: +0,18%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: +0,52%
  • Xangai, China: -0,31%
  • HSI, Hong Kong: -0,84%
  • ASX 200, Austrália: +0,11%
  • Kospi, Coreia: -0,13%

Petróleo

  • Brent (outubro 2021): US$ 70,56 (+0,26%)
  • WTI (setembro 2021): US$ 68,30 (+0,22%)

Ouro

  • Ouro futuro (dezembro 2021): US$ 1.814,20 (-0,02%)

Minério de ferro

  • Bolsa de Dalian: US$ 137,50 (-4,72%)

 

Cases da Bolsa

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