Bolsa mantém alta, em linha com mercados internacionais

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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A bolsa de valores continua a registrar ganhos na tarde desta terça-feira (3). Perto das 15h30, o Ibovespa subia 2,11%, aos 95.903,57 pontos. O dólar, que passou a manhã em queda, opera perto da estabilidade, cotado a R$ 5,7450.

A alta da bolsa acompanha os mercados externos, em dia de decisão da eleição presidencial norte-americana.

O Boletim Focus do Banco Central trouxe nesta semana uma nova elevação da previsão para a inflação oficial do país (IPCA) para 2020 e reduziu mais uma vez o crescimento esperado para o PIB em 2021.

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A previsão para o IPCA passou de 2,99% na semana passada para 3,02% essa semana, mantendo a sequência de altas para esse indicador, que há quatro semanas estava em 2,12%. Essa é a décima segunda semana em que o IPCA apresenta alta.

Para o PIB de 2020, o boletim Focus não trouxe alteração. Na semana passada, a queda esperada para a economia brasileira esse ano era de 4,81% e se mantém assim, interrompendo as revisões para baixo do indicador. Há quatro semanas, previa-se uma queda de 5,02%.

Para o ano que vem, no entanto, a estimativa de crescimento recuou pela terceira vez. Foi de 3,42% para 3,34%.

Ata do Copom

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central divulgou a ata de sua última reunião, quando decidiu pela manutenção da taxa básica de juros (Selic) em 2%.

De acordo com o documento, o Copom julga adequado o nível atual de estímulo monetário e o forward guidance adotado, segundo o qual o Copom não pretende reduzir o grau de estímulo monetário desde que determinadas condições sejam satisfeitas.

As condições são: expectativas de inflação abaixo da meta; regime fiscal mantido; e expectativas de inflação de longo prazo ancoradas.

Novamente, o comitê voltou a afirmar que novos cortes, se houverem, serão pequenos.

Começam hoje as discussões no Senado quanto ao projeto que dá autonomia ao Banco Central.

Exterior

O resultado da eleição americana só deve ser conhecido na manhã de quarta. O mercado trabalha com a probabilidade de o resultado ser contestado, seja qual for o vencedor, o que pode arrastar a definição por mais alguns dias.

As pesquisas continuam mostrando o candidato democrata Joe Biden à frente. A grande dúvida é: como o mercado reagirá em uma eventual vitória de Donald Trump, considerando que até o momento, tudo já parece precificado dando conta de uma vitória democrata.

O ânimo dos mercados é generalizado. As mais importantes bolsas passaram o dia no terreno positivo. Europa fechou predominantemente em alta.

Confira aqui a agenda completa da semana.

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*Com Filipe Teixeira, da Wisir Research.

Veja as cotações às 14h:

Bolsa Nova York

  • S&P: +1,94%
  • Nasdaq: +1,83%
  • Dow Jones: +2,16%

Bolsa Europa

  • DAX, Alemanha: +2,55%
  • FTSE, Reino Unido: +2,33%
  • CAC, França: +2,44%
  • FTSE MIB, Itália: +3,19%
  • Stoxx 600: +2,34%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: fechado por feriado
  • Xangai, China: +1,42%
  • HSI, Hong Kong: +1,96%
  • ASX 200: +1,93%
  • Kospi, Coreia: +1,88%

Petróleo

  • WTI (dezembro 2020): US$ 37,82 (+2,74%)
  • Brent (janeiro 2021): US$ 39,86 (+2,28%)

Ouro

  • Ouro futuro (dezembro 2020): US$ 1.907,40 (+0,78%)