Bolsa de valores segue em alta, com mercados internacionais

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Divulgação/B3

A bolsa de valores brasileira intensificou a alta na tarde desta terça-feira (1), seguindo mercados internacionais, que repercutem os recordes alcançados em novembro e as expectativas quanto às vacinas.

Às 14h, o Ibovespa registrava ganhos de 2,10%, aos 111.180 pontos.

No Brasil, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), acredita já ter apoio suficiente para se aprovar a reforma tributária na Câmara. Segundo Maia, já há 320 votos favoráveis à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 45, mesmo sem contar com a ajuda dos partidos da base do governo. Maia tem defendido o texto como prioridade na pauta de recuperação econômica do país.

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O Índice dos Gerentes de Compras (PMI na sigla em inglês) industrial recuou de 66,7 em outubro para 64 em novembro. Números acima de 50 apontam retomada da produção.

Exterior

O Dow Jones subiu 11,8% em novembro, seu melhor desempenho em um mês desde janeiro de 1987. O índice MSCI de ações globais saltou 12% em novembro, seu maior ganho mensal já registrado.

No Brasil, o Ibovespa voltou, após três meses de perdas, avançando 15,9%, sua maior variação mensal desde março de 2016, quando o ganho foi de 17%.

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O que puxa a alta é a expectativa cada vez maior quanto a uma vacina contra o coronavírus. A farmacêutica Moderna anunciou que já entrou com pedido de liberação para uso emergencial do imunizante junto ao FDA (Food and Drug Administration), órgão de vigilância sanitária dos EUA.

O Reino Unido afirmou que dia 7, próxima segunda-feira, já terá autorização para aplicar a vacina da Pfizer.

PMIs

Da China também vem notícia positiva: o Índice dos Gerentes de Compras industrial, medido pela IHS Markit, subiu para 54,9 pontos em novembro, seu maior nível desde 2010.

Na Europa, o PMI ficou pouco acima do esperado: 53,8, ante 53,6 da leitura anterior e projeção também de 53,6.

Powell x Mnuchin

Nos EUA, o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, e o secretário do Tesouro, Steve Mnuchin, se encontram no Senado, para audiência sobre os pacotes de auxílio, o que vem causando discordâncias entre os dois.

Mnuchin  quer que o Congresso use os US$ 455 bilhões não usados do primeiro pacote fiscal: “Pacote fiscal direcionado é a mais apropriada resposta federal à Covid-19”.

Já Powell afirma que a “perspectiva econômica é extraordinariamente incerta e depende da Covid”. “A recuperação se moderou nos últimos meses,  mas a retomada segue contra níveis deprimidos do segundo trimestre”, adiantou ontem.

Petróleo: Opep adia reunião

A reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) mais aliados liderados pela Rússia (grupo conhecido como Opep+) decidiram adiar para quinta-feira (3) a reunião de ontem.

A alegação é que precisam de mais tempo para negociar uma política de produção, enquanto a demanda segue baixa.

*Com Wisir Research

Veja as cotações às 14h05:

Mercados Nova York

  • S&P: +1,29%
  • Nasdaq: +1,34%
  • Dow Jones: +0,90%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: +0,69%
  • FTSE, Reino Unido: +1,89%
  • CAC, França: +1,14%
  • FTSE MIB, Itália: +0,18%
  • Stoxx 600: +0,65%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: +1,34%
  • Xangai, China: +1,77%
  • HSI, Hong Kong: +0,86%
  • ASX 200, Austrália: +1,08%
  • Kospi, Coreia: +1,66%

Petróleo

  • Brent (fevereiro 2021): US$ 47,48 (-0,84%)
  • WTI (janeiro 2021): US$ 44,65 (-1,54%)

Ouro

  • Ouro futuro (fevereiro 2021): US$ 1.814,20 (+1,86%)

Minério de ferro

  • Bolsa de Dalian, China: US$ 138,26 (+0,28%)