Ibovespa opera em alta, em dia de recuperação dos mercados

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/B3

O Ibovespa opera em alta de 1,86%, aos 104.129 pontos nesta segunda-feira (29), em dia de recuperação após o tombo de sexta-feira (26) diante de nova variante do coronavírus.

O Boletim Focus trouxe nova projeção de alta para a inflação (a 34ª seguida) de 2021, agora em 10,15%. Para 2022, é de 5%. 

O PIB de 2021 também foi novamente revisto para baixo, pela sétima semana consecutiva: 4,78%. Para 2022, também queda: 0,58%. 

Ainda na manhã desta segunda-feira (29) foi divulgado o IGP-M, inflação do aluguel, que variou 0,02% em novembro, após alta de 0,64% no mês anterior. Com este resultado o índice acumula alta de 16,77% no ano e de 17,89% em 12 meses. A projeção era por 0,30%. A queda nos preços das commodities explica o recuo. 

A FGV divulgou a Confiança do Comércio, que caiu 6,2 pontos em novembro, chegando a 88. A Confiança de Serviços caiu 2,3 pontos

O Tesouro divulga esta tarde o superávit primário do Governo Central, que deve ser de R$ 26,150 bilhões em outubro. E o Congresso realiza sessão conjunta para discutir as emendas do relator ao orçamento de 2022. 

Na agenda da semana, destaque para a divulgação do PIB do terceiro trimestre e de dados de emprego, pelo Caged e a Pnad. 

Todos estes dados são acompanhados de perto pelo Comitê de Política Econômica (Copom), do Banco Central, que se reúne na próxima semana para definir para onde vai a Selic. As apostas predominantes, até aqui, é que ela chegue mesmo a 9,25%, como antecipou a última ata do Copom – com isso, vale lembrar, a renda fixa deve voltar ao radar do investidor. 

Mercados do exterior

O temor com a variante ômicron ainda persiste, mas em menor escala do que na sexta-feira (26), quando as bolsas despencaram. 

As notícias do final de semana trouxeram certa tranquilidade, com autoridades sanitárias afirmando que os sintomas até aqui identificados foram leves e a Moderna afirmando que pode ter uma vacina específica para a nova cepa já no começo do ano que vem. 

Em indicadores, o índice de confiança do consumidor da zona do euro caiu 6,8 pontos, mas em linha com o esperado.

Na sexta-feira (3) sai o payroll, folha de pagamentos oficial americana, dado relevante para a tomada de decisão do Fed quanto ao ritmo da retirada de estímulos. 

Mercados de Nova York

  • Dow Jones: +1,01%
  • S&P: +1,09%
  • Nasdaq: +1,21%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: +0,90%
  • FTSE, Reino Unido: +1,61%
  • CAC, França: +1,44%
  • FTSE MIB, Itália: +1,67%
  • Stoxx 600: +1,31%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: -1,63%
  • Xangai, China: -0,04%
  • HSI, Hong Kong: -0,95%
  • ASX 200, Austrália: -0,54%
  • Kospi, Coreia: -0,92%

Petróleo

  • Brent (dezembro 2021): US$ 76,82 (+5,64%)
  • WTI (novembro 2021): US$ 72,75 (+6,75%)

Ouro

  • Ouro futuro (dezembro 2021): US$ 1.788,90 (+0,04%)

Minério de ferro

  • Bolsa de Dalian: US$ 96,32 (+4,77%)