A pior semana desde 2008 e sobrevivemos. O que esperar agora?

Paulo Filipe de Souza
Colaborador do Torcedores

O ano de 2008 ficou conhecido como uma das piores crises financeiras mundiais. Bancos e empresas de diversos setores decretaram falência, Bolsas de todo o mundo ficaram vermelhas e moedas perderam valor.

Agora, o cenário se repete 12 anos depois. A disseminação global do coronavírus tem deixado o mercado financeiro de todo planeta em receio. Na quinta-feira, o Ibovespa despencou 5% após a confirmação de novos infectados no Brasil.

Essa foi a maior queda desde o dia 26 de fevereiro, quando o índice da B3 despencou 7% também por causa do coronavírus.

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O medo aos efeitos do vírus na economia só aumentam. A Organização Mundial da Saúde divulgou que o número de pessoas contaminadas pelo coronavírus ultrapassou 93 mil. A cada confirmação aumenta o receio do mercado.

Cortes nas taxas de juros

O Federal Reserve, instituição que funciona como Banco Central nos Estados Unidos, promoveu um corte extraordinário. Cortou em 0,5% as taxas de juros do país, como forma de enfrentar e minimizar os impactos do coronavírus na economia.

No Brasil, já se começa a sinalização de novos cortes na Selic. O Banco Central já divulgou um comunicado informando que as próximas semanas vão servir para uma avaliação do efeito do coronavírus na economia.

No dia 17, o Comitê de Política Monetária (Copom) tem uma reunião e pode decidir sobre o rumo da taxas de juros.

Todos os s ministros das Finanças e os presidentes dos Bancos Centrais do G-7 já confirmaram que vão usar todas as ferramentas e artifícios econômicos para proteger a economia. Cortes nas taxas de juros estão entre as ferramentas para conter o impacto do vírus.

Os próximos passos do mercado

A tensão provocada pelo avanço do coronavírus já estremeceu o mercado financeiro global. Os impactos ainda não podem ser calculados porque não se sabe por quanto tempo o vírus deve se propagar.

A crise causada pelo coronavírus é um movimento global de aversão à risco, com preocupação sobre uma disseminação mais forte do coronavírus. O Brasil acaba sentindo um impacto maior na economia por alguns fatores.

A desvalorização do real em comparação com o dólar prejudica ainda mais muitas empresas. Um caso que exemplifica isso é o setor de aviação.

As maiores perdas da Bolsa brasileira foram do setor de viagens. A Gol e Azul caíram 16,77% e 14,53%, as duas maiores quedas.O cenário deste setor é complicado porque há perda de consumidores e aumenta das despesas já que muitos gastos são em dólar.

Por mais que pareça desesperador, as quedas ainda não devem preocupar. Nos últimos quatro anos, a Bolsa subiu mais de 170%. Em algum momento iriam acontecer quedas, e esse movimento faz parte do mercado.

Há pouco mais de um mês, o Ibovespa atingiu sua máxima histórica, com 119.593 pontos.
Mesmo que hoje o valor seja muito menor, só demonstra que o Ibovespa teve um crescimento rápido.

Enquanto o vírus continuar se propagando e a cura ainda ser desconhecida, os impactos devem influenciar o mercado.