A importância de diversificar investimentos e a crise

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

“É preciso olhar a árvore, mas também a floresta”. Com essa analogia, o sócio da TAG Investimentos, Marco Bismarchi, exemplifica a importância de diversificar investimentos.

Em cenários como os atuais, de forte instabilidade, fica mais resguardado quem consegue olhar a “árvore”, ou seja, acompanhar cada ativo individualmente, mas dentro do contexto da “floresta”, dentre todas as opções oferecidas pelo mercado financeiro.

“É muito comum, em épocas como a atual, o investidor nos procurar dizendo ‘vamos apostar mais neste fundo que está indo muito bem e tirar do outro, que está mal’. Mas esta diferença de desempenho dos ativos já é aguardada e até desejada”, diz.

“Quando construímos uma carteira, já sabemos que não será todo ativo que irá bem o tempo todo. E isto é positivo, porque significa que na alta você estará ganhando, mas, em um período de estresse, como este de agora, você terá ativos que vão proteger a carteira como um todo. Não é bom ter ativos tão semelhantes. É importante diversificar os investimentos”, orienta.

Como exemplo, ele compara dois grupos no cenário atual: quem só apostou em fundos multimercado macro e em renda variável, e quem optou também por investimentos com ativos em dólar ou ouro. Estes últimos, ele explica, tiveram proteção justamente por conta da diversificação.

“Para uma carteira funcionar bem, você vai ter o ativo que vai mal e o ativo que vai bem. Porque, em outro momento, eles invertem”, diz. “A bolsa caiu mais de 30%. O dólar foi a R$ 5,20. Quem tinha o segundo, se beneficiou”, complementa. A ‘floresta’ protege, voltando à nossa analogia”, afirma.

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Instabilidade pede atenção ao mexer nos investimentos

Mas para quem não diversificou, este seria um bom momento para mudanças bruscas nos investimentos? Na avaliação de Bismarchi, não.

Para quem está muito desconfortável, não consegue esperar ou precisa de dinheiro agora, porque não fez reserva de emergência, a recomendação é fazer pequenos movimentos, em tranches.

“O mercado está muito volátil e os preços distorcidos. Então é preciso acompanhar e aguardar os dias mais positivos para realocar os investimentos”, recomenda.

E para quem quer investir, o momento é bom? “Sim. Tem muitas boas oportunidades no mercado agora. De empresas excelentes, que sabemos que estarão muito bem no futuro”.

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