A esperança do “passaporte da imunidade”

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Pixabay

Discutido na Inglaterra e já mencionados por aqui pelo ministro da economia, Paulo Guedes, o “passaporte da imunidade” seria uma esperança de retomada das atividades não-essenciais da economia após o pico de contágio do coronavírus.

Segundo o The Guardian, o passaporte da imunidade poderia autorizar pessoas que já foram contagiadas e estão comprovadamente imunizadas de volta à força de trabalho. Permitiria também a retomada de atividades normais, como aulas.

Passaporte da imunidade: estudos na Alemanha

De acordo com a reportagem, pesquisadores da Alemanha estão desenvolvendo um estudo com 100 mil voluntários sobre quantas pessoas já estariam imunes ao coronavírus e se seria seguro elas serem excluídas das medidas restritivas atualmente em vigor na Inglaterra.

O teste seria repetido a intervalos regulares em uma amostra acumulada da população, para acompanhar o progresso da pandemia.

Jonathan Ashworth, membro do parlamento inglês, afirmou: “A Alemanha está liderando os testes e temos muito a aprender com a abordagem deles. Temos que fazer mais testes e rastreamento dos infectados no Reino Unido. Deveríamos observar iniciativas como esta de perto”.

O estudo alemão é organizado pelo Instituto Robert Koch, o Centro Alemão de Pesquisa de Infecções, o Instituto de Virologia do hospital Charite de Berlim e os serviços de doação de sangue do país.

“Aqueles que são imunes podem receber um tipo de passe de vacinação que, por exemplo, permitiria isentar-se de restrições à sua atividade”, disse Gerard Krause, chefe de epidemiologia do Centro Helmholtz de Pesquisa de Infecção em Braunschweig. O governo alemão ainda não se pronunciou oficialmente sobre a possibilidade.

Pegar doença intencionalmente é desaconselhável

No entanto, a reportagem ressalta que o período de tempo em que alguém fica imune ao coronavírus ainda é uma grande incógnita. Alguém que contraiu síndrome respiratória aguda grave (Sars), que também é um coronavírus, não teve imunidade a longo prazo comprovada – no máximo, um ano de imunização.

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Uma das suspeitas é que a resistência de quem já teve Covid-19 seria menor ainda, de apenas três meses.

A reportagem ressalta ainda que é “altamente desaconselhável” violar as regras de bloqueio para intencionalmente pegar a doenças. O melhor é aderir ao distanciamento e aguardar a vacina, recomendam os especialistas.