A dívida da Rodovias do Tietê e o mercado das debêntures

Marcus Vinicius Vicente
Colaborador do Torcedores

Crédito: Reprodução / Canva

No último dia 11 de novembro, a concessionária Rodovias do Tietê protocolou um pedido de recuperação judicial após não conseguir honrar seus compromissos.

A dívida da empresa somava R$ 1,4 bilhão. Uma semana depois, a XP Investimento marcou o preço das debêntures da companhia a “zero”.

O que agrava o caso, é que neste momento, um número chamou a atenção: 18 mil CPFs tinham essas dividas em sua carteira, além de alguns poucos fundos de investimentos.

“O episódio (da Rodovias do Tietê) acaba sendo aprendizado para investidores. Debênture é um investimento interessante, mas tem mais risco. Uma forma de diversificar é não comprar debênture diretamente, comprar por meio de fundos que aplicam em várias debêntures. A ideia de investir em fundos é dar poder a gestores que têm experiência para avaliar o risco dos investimentos”, disse César de Oliveira Frade, coordenador-geral de Reformas Microeconômicas do Ministério da Economia, no evento da Western Asset.

O profissional entende que medidas adicionais são fundamentais para estimular o desenvolvimento desse mercado secundário e confirmou que a culpa pela perda não é do governo e sim de quem investe.

“Não é o governo que tem que pagar o investimento que foi feito. Não cabe ao governo e por isso que a iniciativa privada é chamada a fazer o investimento”, diz Oliveira.

Entenda o caso

Em 2017, a empresa Rodovias do Tietê iniciou um movimento para a reestruturação de uma dívida decorrente da Primeira Emissão de Debêntures Simples, Não Conversíveis em Ações.

Diversas assembléias de debenturistas foram feitas para que a companhia apresentasse suas propostas de reestruturação, mas, credores e empresa não conseguiram chegar a um acordo.

Em uma assembléia realizada no dia 8 de novembro deste ano, os debenturistas declararam o vencimento antecipado das Debêntures. Como resposta, a empresa protocolou pedido de recuperação judicial.

Para Frade, a Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) teria condições de dar preço hoje a um grande volume de ativos de crédito privado.

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