A alta do petróleo e os reflexos em nosso país

No começo de maio, o barril de petróleo chegou a um valor não visto desde o final de 2014: US$ 75. Foi mais um registro histórico da commodity mais negociada em todo o mundo.

Patrícia Auth
Patrícia Auth é jornalista formada pela Univali de Itajaí/SC. Trabalhou em impressos, como o Jornal de Santa Catarina, e também, como repórter na Rede Record e RBS TV. É casada, mãe da Lívia e adoradora de boa música e gastronomia.Na equipe EuQueroInvestir, é responsável pela produção de vídeos, e também escreve e edita artigos para o site.Entre em contato com a Patrícia pelo e-mail: patricia.auth@euqueroinvestir.com
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Se voltarmos no tempo, contabilizamos uma alta de mais de 50% no valor do petróleo e isso em menos de um ano.

As oscilações nos preços estão em evidência há mais ou menos 15 anos, só que foi nos recentes meses de 2018 que se intensificou. Só para se ter uma ideia, em fevereiro, o barril custava US$ 62. Ou seja, 21% a menos do que o valo pago pelo barril no começo de maio.

Fatores que influenciam a alta

Pensando de maneira lógica, podemos resumir a volatilidade dos preços no medo que os países têm de que haja menos petróleo disponível num curto período de tempo.

Os fatos a seguir exemplificam isso.

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  • Sem parceria com o Irã:

Dias depois de Donald Trump comunicar a saída dos Estados Unidos do acordo nuclear com o Irã, o petróleo teve a maior cotação já registrada. A explicação é que sem o acordo, o país americano se coloca em posição de impor sanções comerciais ao nono maios exportador de petróleo do mundo.  Essas sanções criam empecilhos para empresas que pretendem comprar petróleo do Irã, mesmo quando elas não são americanas.

  • Crise na Venezuela:

Além da crise política, a Venezuela enfrenta outro grave problema: a dificuldade na produção de petróleo, que é o principal aditivo econômico do país. Os venezuelanos, que já foram o sexto maior exportador de petróleo do mundo e hoje estão em extrema e evidente decadência.

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A polêmica política de preços da Petrobras

Implantada no governo Michel Temer, a nova política de preços da Petrobras estabelece a oscilação do valor da gasolina no mercado interno conforme a cotação do barril de petróleo no mercado internacional.

De forma prática: quanto mais caro estiver o barril de petróleo, mais caro tendem a ficar os preços dos combustíveis para o consumidor final.

Isso tem efeito na inflação. Como?

O exemplo mais fácil é o que estamos vivendo hoje. A economia do Brasil é bastante dependente do transporte rodoviário. A alta nos preços dos combustíveis afeta também o valor dos produtos que são transportados por caminhões.

[box type=”note” align=”” class=”” width=””]Aumento nos preços para o consumidor significa inflação.[/box]

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O valor do petróleo nos últimos anos

Petróleo oscilar de preço não é novidade. A matéria prima é produzida por poucos países, porém, consumida por todos. Sendo assim, por menor que seja a tensão política envolvendo os exportadores, já impacta no mercado.

A variação no preço do petróleo foi entre US$ 28 e US$ 146 nos últimos 10 anos.

Vamos relembrar?

Efeito inverso: gasolina barata quatro anos atrás

Entre os anos de 2011 e 2014, época do governo Dilma Rousseff, o barril de petróleo se manteve acima dos US$ 100. Pensando em conter a inflação, o governo brasileiro jogou a responsabilidade para cima da Petrobras, impondo que a estatal deveria controlar os preços dos combustíveis no mercado interno.

Em 2014, o litro da gasolina era vendido na média de R$ 2,60 e R$ 2,90. Tal imposição do governo Dilma Rousseff gerou um grande prejuízo para a Petrobras.