6 passos simples para uma carteira de investimentos diversificada

Clara Sodre
Assessora de Investimentos. Ex-bancária, especialista em investimento CEA e ANCORD.

Provavelmente você já deve ter ouvido várias vezes a importância da diversificação de carteira. No entanto, sabemos que o mundo dos investimentos é complexo, e que escolher um ativo já é difícil, montar um portfólio diversificado se torna muito complicado. Para mostrar que esse processo não é tão complicado como parece, vamos entender pequenas atitudes que você pode tomar para melhorar seu portfólio.

1- Analisando seu perfil de investidor

Investimento não é receita de bolo, e por isso você não vai encontrar o “melhor investimento” ou a “carteira dos sonhos” em uma simples busca na internet. Sabemos da complexidade do comportamento humano, e por isso é necessário entender qual a sua tolerância à riscos.

O perfil de investidor está dividido em três categorias: conservador, moderado e arrojado. Cada categoria dessas possui um tipo diferente de alocação e diversificação. Essa alocação tem como base a relação com os três pilares dos investimentos: segurança, liquidez e rentabilidade.

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2- Ciclo Financeiro – onde você está?

Com o perfil definido, é importante encontrar em qual estagio do ciclo financeiro você está. O ciclo financeiro é dividido em três:  acúmulo, rentabilização e preservação de capital. Basicamente, vai definir como está sua capacidade de gerar renda ou manter para preservar seu padrão de vida.

Um erro muito comum que os investidores cometem, é investir por tendência geral sem analisar como andam os objetivos e metas pessoais ou em qual etapa do ciclo financeiro está. Ter objetivos irá auxiliar na hora de montar o horizonte de investimento. Para fazer isso, é necessário entender seu patrimônio de forma realista e assim montar uma estratégia inteligente.

3- Reserva de emergência e de oportunidade

Diversificar é preciso, mas antes disso precisamos ter a famosa reserva de emergência.

Reserva de emergência terá a finalidade de cobrir emergências pontuais que possam aparecer. E por ser de emergência a liquidez e segurança são pontos necessários antes de escolher onde alocar essa reserva. No geral, a conta básica para definir essa reserva é a soma do valor necessário para cobrir seis meses de despesas.

Quanto maior a reserva, maior será a tranquilidade e você não irá precisar comprometer o capital que está investido em outros ativos ou recorrer a ajuda de terceiros. Sendo assim, não irá prejudicar sua renda e seu planejamento financeiro.

E a reserva de oportunidade?

Não se pode utilizar a reserva de emergência para utilizar em “oportunidades” inéditas, promoções ou desejos pontuais. Para isso, se ter uma reserva de oportunidade vai ajudar ao investidor ter um outro colchão de liquidez para essas situações. Um exemplo recente, é a queda da bolsa com o coronavirus. Abriram-se varias oportunidades, e aqueles que possuíram liquidez puderam aproveitar. Por outro lado, vimos investidores sacrificando a rentabilidade realizando resgates de ativos que possuíam carência/deságio no período. Também foi possível ver investidores utilizando a reserva de emergência em situações como essa. O que não é aconselhável.

4- Conheça os tipos de investimentos

Para se ter segurança, é necessário conhecer todas as classes de ativos que vão compor sua carteira. Conhecer as características dos ativos irá ajudar a alinhar ao seu perfil de investidor. Os investimentos normalmente são classificados da seguinte forma:

Por tipo de rentabilidade: renda fixa e renda variável.

Os ativos de renda fixa, são os que possuem as regras de remuneração definidas na contratação. A remuneração pode ser pré fixada, pós fixadas ou atreladas a algum índice. CDB’s, LCI, LCA, debêntures, títulos públicos, são exemplos de renda fixa. Existem também fundos de investimento em renda fixa. Já os ativos de renda variável, ao contrário da renda fixa, não possuem regras de remuneração definidas na contratação.

Existem outros tipos de classificações:

Por risco: risco baixo, risco médio e risco alto.

Por prazo: curto prazo, médio prazo, longo prazo.

Por liquidez: baixa liquidez, alta liquidez.

Se você investe em ações, o conceito de diversificação vai além dos tipos de investimentos. É necessário conhecer os diversos setores e a correlação entre eles. A correlação é uma medida estatística que irá definir como um ativo se comporta em relação a outro. Quanto menor a correlação de uma carteira, mais diversificada ela estará. Uma carteira bem diversificada irá diminuir a volatilidade entregando bons retornos.

5- Separando em fatias

Com as classes de ativos já conhecidas, chegou a hora de compor a sua carteira. Não se trata de ter muitos investimentos, e sim variar nos diversos setores e níveis de riscos. Quantidade não é qualidade, e por isso após conhecer bem os ativos no qual você vai investir, defina os percentuais de alocação de acordo com seu perfil de investidor.

Essa separação precisa estabelecer uma relação entre o retorno x risco. Dessa forma, cada perfil possui uma separação especifica e ao escolher as classes de alocação é necessário se atentar bem aos prazos.

6 – Rebalanceamento

É muito importante manter os percentuais definidos inicialmente na sua carteira. Para isso podemos utilizar como ferramenta o rebalanceamento. Essa técnica consiste em vender ativos que tiveram rentabilidade além do esperado e aplicar nos que tiveram a rentabilidade dentro ou abaixo do esperado. Isso fará com que os riscos da carteira se mantenham dentro do esperado.

 

Vantagens de se ter uma carteira diversificada

Sabendo da relação risco x retorno. A diversificação servirá para manter a segurança e ao mesmo tempo trazer bons retornos para a carteira. O controle de riscos é um dos pontos principais da diversificação, equilibrar a carteira irá entregar uma consistência no retorno das aplicações. Para que a diversificação faça sentido, basta olhar o exemplo do ouro frente ao cenário de coronavirus. Tido como um ativo de segurança, aqueles que mantiveram a carteira balanceada e possuíam ouro na carteira, conseguiram amenizar a queda geral do mercado. Ao diversificar, o investidor poderá diminuir a volatilidade, isso fará com que o retorno seja consistente.

 

Conte com um profissional para te ajudar

Para garantir uma carteira bem diversificada, segura e com os melhores retornos possíveis você pode contar com um profissional especializado. O assessor de investimentos é a pessoa que vai te ajudar a entender melhor o mercado financeiro. É um profissional especializado em investimentos, que entende os cenários econômicos, conhece os produtos de investimentos e sabe que uma oportunidade bem aproveitada irá trazer ótimos retornos para sua carteira.

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