5G: Governo avisa que leilão levará geopolítica em conta

Paulo Amaral
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Crédito: istoe.com.br

Robert Fendt, secretário de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, deu novos detalhes sobre como o governo tratará o leilão da 5G no País.

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De acordo com as declarações feitas por meio de videoconferência ao Poder 360, a decisão “levará em conta não só o ponto de vista econômico, mas outros aspectos, entre eles geopolíticos”.

“A decisão por escolher um desses temas extrapola os aspectos puramente econômicos. Do ponto de vista estritamente econômico, nos cabe escolher aquela tecnologia, seja ela residente de qualquer outro lugar, da Ericsson, da Nokia, da Huawei ou americana, a escolha deve levar conta qual delas é a melhor. Agora, não há dúvidas de que criou-se uma nuvem de suspeição. Estamos diante de um problema geopolítico”, comentou Fendt.

Leilão 5G é briga entre China x Estados Unidos

A disputa pela nova faixa de tecnologia da internet móvel tem como protagonistas as duas maiores potências econômicas do mundo: China e Estados Unidos.

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Pelo lado norte-americano, o presidente Donald Trump já deixou claro que fará tudo para que os aliados não usem o modelo chinês.

As empresas que atualmente oferecem equipamentos e serviços para companhias telefônicas da tecnologia 5G são a chinesa Huawei Technologies Co, a sueca Ericsson e a finlandesa Nokia.

Segundo Trump, a Huawei não deve ser considerada, pois “põe em risco à segurança dos dados e à privacidade dos usuários”.

Preferência de Bolsonaro é pelos EUA

O governo de Jair Bolsonaro, até o momento, tem se mostrado mais alinhado “geopoliticamente” à ideologia norte-americana.

Previsto para 2021 no país, o leilão da 5G é tratado como estratégico pelas companhias e deve movimentar cerca de R$ 20 bilhões.

Entre as melhorias estão conexões das redes para celular mais potentes, desenvolvimento de novas ferramentas e aumento da cobertura das redes móveis.

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