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5 Investimentos para ter em sua carteira de investimentos com os juros baixos

Nos últimos meses, muitos investidores me perguntaram o porquê de alguns investimentos não estarem rendendo o mesmo, comparado à dois anos atrás.

Isso se deve pela baixa da Taxa Selic, que em 2016 chegou atingir a casa dos 14% ao ano e hoje está cotada em 6,5%, com especulação de cair para 6%.

Por isso, venho trazer 5 investimentos que não se deve ter na carteira com cenário de juros baixos e 5 investimentos para incluir na carteira.

Uma das formas mais eficientes de identificarmos o nosso perfil de investidor, é realizando um teste de perfil.

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PARA TIRAR DA CARTEIRA

Vamos começar pelos investimentos que devemos fugir na hora de montar a nossa carteira.

LCI/LCA

Com os juros altos, as LCIs e LCAs são investimentos tentadores, por serem isentos de Imposto de Renda.

Esse tipo de investimento pode ser pré ou pós fixado, mas os mais negociados são os pós, que rendem um percentual do CDI.

Uma LCI de um banco grande vai render em torno de 88% à 90% CDI, que significa ganhar 90% de 6,38% (que é o CDI atual).

Isso vai dar uma rentabilidade anual de 5,74% ao ano ou 0,46% ao mês.

Mesmo sendo isento de IR, tem investimentos que rendem mais.

Vamos falar deles mais pra frente.

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FUNDO DI

Os Fundos DI são investimentos que rendem 100% do CDI ou menos.

O CDI anda sempre junto com a Taxa Selic, e como ele (CDI) está hoje na casa de 6,38% ao ano, um fundo DI vai render 6,38% ao ano.

Se você resgatar antes de 6 meses, vai pagar a maior alíquota de IR de 22,5%.

A rentabilidade líquida ficará em 4,94% ao ano ou 0,4% ao mês.

Então se você não precisa que o seu capital tenha liquidez imediata, é hora de fugir dos Fundos DI.

LFT (Tesouro Selic)

É o investimento mais conservador do mercado, onde você ganha 100% da Selic.

Rende tanto quanto um fundo DI. Se você não precisa de liquidez, pode sair desse tipo de aplicação.

LTN (Pré-fixado)

Por ser um título pré-fixado, é uma ótima opção para um cenário de juros altos, com expectativa de queda.

Com os juros já em baixa, não faz sentido pré-fixar seus investimentos.

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Veja na imagem acima que o PRÉ-FIXADO parece tentador, por apresentar uma rentabilidade acima da SELIC.

Se você quiser optar por um PRÉ-FIXADO, opte por um CDB, que vai ter o mesmo prazo de vencimento do título com uma rentabilidade bem maior. Veja abaixo as opções que tem na corretora XP.

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Veja que para 3 anos e meio (1260 dias) o CDB BGM rende 10,11% ao ano, enquanto que a LTN do Tesouro rende 7,84% ao ano. Uma diferença de 2,27 pontos percentuais.

Em 3 anos isso vai dar 6,96 pontos percentuais à mais de rendimento. Ou seja, R$ 100.000,00 aplicados rendem R$ 6.960,00 à mais.

Para 5 anos (1880 dias) o CDB BMG rende 11,10% ao ano, enquanto que a LTN rende 9,47% ao ano. Uma diferença de 1,63 pontos percentuais.

Em 5 anos isso vai dar 8,42 pontos percentuais à mais de rendimento. Ou seja, R$ 100.000,00 aplicados rendem R$ 8.420,00 à mais.

Não deixe esse dinheiro na mesa do Tesouro. Ele é seu!

POUPANÇA

Considerando o melhor cenário econômico, a poupança rende sempre 0,5% ao mês. Quando a Taxa Selic baixa de 8,5% ao ano, a poupança passa a render 70% da Selic, piorando o que já era ruim.

Como a SELIC está 6,5% ao ano, a Poupança vai render 70% disso, ou seja, 4,55% ao ano ou 0,37% ao mês.

Mesma situação da LCI, mesmo sendo isento de IR, rende bem pouco.

Eu não deixaria meu dinheiro ali, mesmo!

5 INVESTIMENTOS PARA COLOCAR NA CARTEIRA NO CENÁRIO DE JURO BAIXO

Agora chegamos na parte boa deste artigo. Vamos falar dos investimentos para aplicarmos em nossa carteira e driblar a baixa na taxa de juros.

FUNDOS MULTIMERCADO

É o investimento considerado queridinho pelos investidores no cenário de juros baixos.

Fundos multimercados são fundos que investem uma parte do seu patrimônio em títulos de renda fixa, garantindo a segurança do capital. A outra parte é investida em renda variável, alavancando a rentabilidade.

Esse tipo de fundo, conta com uma gestão profissional e tem a possibilidade de atingir 200% do CDI. Alguns fundos até mais.

Mas fique atento à volatilidade deles, que com certeza vai existir. Porém, no longo prazo, essa volatilidade se transforma em rentabilidade.

Veja na imagem abaixo a rentabilidade de dois fundos multimercados no período de 1 ano.

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AÇÕES

Se você tem um perfil mais arrojado, a renda variável se torna um investimento muito interessante, pois nesse momento em que a Taxa Selic está lá embaixo, vale a pena investir em ações.

Nos momentos de juros baixos, que apontam uma recuperação da economia, as empresas vendem mais e crescem.

Nesses momentos é a hora que os investidores estrangeiros entram no mercado, saem comprando tudo pela frente, e as ações sobem.

É hora de se tornar sócio das melhores empresas do Brasil.

Veja abaixo a evolução das ações da Petrobras no último ano.

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Olhando para o gráfico acima, parece que já subiu bastante não é mesmo?

E agora veja abaixo as ações da Petrobras desde 2008.

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Agora parece que tem mais espaço para subir, né?

FUNDOS IMOBILIÁRIOS

Os fundos imobiliários são investimentos que remuneram o investidor de duas formas: Aluguel Mensal e valorização da cota.

O aluguel mensal é pago diretamente na sua conta da Corretora e pode variar entre 0,6% à 1% do valor investido. Isso ao mês!!!!

Ou seja, se você aplicar R$ 100.000,00, pode receber de R$ 600,00 à R$ 1.000,00 por mês de aluguel.

E o melhor: ISENTO DE IR.

A outra parte do ganho é pela valorização da COTA. Você pode adquirir uma cota em uma oferta pública ou em bolsa de valores.

As cotas valorizam de acordo com a oferta e demanda, valorização do imóvel ou até mesmo o aumento do aluguel.

Os FIIs são menos voláteis que as ações, mas mesmo assim exigem um perfil moderado para aplicar neles.

COE

Os Certificados de Operações Estruturadas (COE), são a chance de os investidores mais conservadores, investirem em ativos de renda variável, sem correr o risco de perder o capital investido.

Os COEs investem em um conjunto específico de ações e possuem uma data de liquidação estipulada, geralmente entre 2 e 5 anos.

Durante esse período, são realizadas análises, a cada 3 ou 6 meses, dependendo do regulamento do COE.

Se na data da análise, o conjunto de ações ultrapassar o valor inicial de compra de cada uma, o COE é encerrado e o investidor recebe o seu rendimento. Entretanto, se ao final do prazo, o COE não atingir o seu objetivo, o investidor recebe o seu dinheiro de volta de forma integral.

CRÉDITOS PRIVADOS

Quando falamos em crédito privado, estamos nos referindo a Debêntures Incentivadas e CRIs ou CRAs, todos isentos de Imposto de Renda.

Por contarem com essa isenção, esses tipos de investimento acabam sendo mais rentáveis que os títulos públicos ou as LCIs e LCAs.

Vou te mostrar porque.

Abaixo temos a rentabilidade das NTN-Bs do Tesouro Nacional.

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Abaixo você pode acompanhar a rentabilidade das Debêntures na plataforma da XP.

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Vamos pegar um título com vencimentos parecidos, para medir a rentabilidade.

Veja que a Debênture de BELO MONTE TRANSMISSORA DE ENERGIA tem vencimento em 2031 e taxa de rendimento IPCA + 5,70% ao ano.

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A NTNB 2035 com juros semestrais possui rentabilidade IPCA + 5,03.

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Temos que lembrar que a NTN-B possui IR, enquanto que as Debêntures incentivadas são isentas.

Claro que é preciso saber que a NTNB possui menor risco que as Debêntures, mas você pode ver que existem investimentos mais rentáveis que os tradicionais.

Apostando em títulos com Rating A+, você terá investimentos de primeira linha, sem abrir mão da rentabilidade.

Esse artigo serve para você ajustar sua carteira de investimentos e aprender mais sobre as possibilidades de investimentos nesse momento com juro baixo.

Caso tenha interesse, você pode entrar em contato.

Meus dados estão abaixo!

Até a próxima!

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5 Investimentos para ter em sua carteira de investimentos com os juros baixos
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Venho trazer 5 investimentos que não se deve ter na carteira com cenário de juros baixos e 5 investimentos para incluir na carteira.

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Valter Manfro

Valter Manfro é formado em Administração pela Univali e Pós-Graduado em Finanças Comportamentais. 7 anos de experiência no mercado, além de Assessor de Investimentos ele é Palestrante e Professor de Finanças Pessoais e co-autor do curso FORMAÇÃO EM INVESTIMENTOS pelo Portal EU QUERO INVESTIR.

E-mail: [email protected]
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