5 gráficos divulgados pela CNBC mostram por que a economia global está mais vulnerável agora do que durante a SARS

Juliana Gusmão
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Crédito: Reprodução/ Poder360

Enquanto as autoridades da China tentam conter a propagação de um novo coronavírus que matou centenas, os investidores estão se preparando para as consequências econômicas globais que alguns analistas disseram que poderiam ser mais graves que o surto de SARS em 2003.

O SARS, que significa síndrome respiratória aguda grave, surgiu pela primeira vez na província chinesa de Guangdong. Antes de se espalhar para outros países. Assim, o vírus matou cerca de 800 vidas em todo o mundo e reduziu de 0,5 a 1 pontos percentuais o crescimento da China em 2003. De acordo com várias estimativas.

Mas o novo coronavírus (que se acredita ter se originado na cidade de Wuhan), atingiu a China em um momento em que sua economia cresceu e estabeleceu maiores conexões com o mundo. Portanto, isso significa que qualquer pressão no crescimento da China atingirá a economia global com mais força do que antes.

Gráficos

Aqui estão cinco gráficos que mostram como a economia da China mudou desde a epidemia de SARS, divulgados pela CNBC.

  1. Desde 2003, a China cresceu da sexta maior economia do mundo para a segunda maior hoje atrás dos EUA.

  2. Assim como no surto de SARS, há 17 anos, é provável que a disseminação do novo coronavírus atinja os gastos do consumidor. Mas o declínio no consumo desta vez pode ser mais severo que 2003. Foi o que disseram alguns analistas. Especialmente depois que as autoridades fecharam grande parte da China em uma tentativa de conter o vírus.

  3. Gastos com turismo no exterior. Salvo que os consumidores chineses também estão gastando muito no exterior. Desde 2014, a China é o maior país de origem de gastos com turismo internacional. Subindo do sétimo lugar em 2003, segundo a Organização Mundial de Turismo.

  4. Maior exportador do mundo. O surto de vírus também pode afetar a economia global através do canal de exportação da China.

  5. Principal importador global. Na frente comercial, a crescente demanda na China tornou o país o segundo maior importador do mundo desde 2009. Segundo dados da Organização Mundial do Comércio.