2W Energia protocola pedido de abertura de capital

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Reprodução/AES Tietê

A 2W Energia protocolou nesta sexta-feira (17) o pedido de oferta pública junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) deverá atingir R$ 1,5 bilhão, mas não foram divulgados detalhes sobre o número de ações a serem vendidas ou o cronograma da oferta.

De acordo com o propescto, a 2W Energia pretende liderar a segunda onda da geração energética no Brasil: a venda exclusiva de energia para o mercado livre.

“Nossa missão é democratizar o acesso à energia mais competitiva para pequenas e médias empresas, nosso mercado de varejo. Através de nossos agentes autônomos e plataforma digital, iremos fornecer energia própria 100% renovável” informou a companhia.

Os coordenadores da oferta são o Banco BTG Pactual, Credit Suisse, a XP Investimentos e o Bank of America Merrill Lynch.

O preço por ação será fixado após a conclusão do procedimento de coleta de intenções de investimento junto a investidores.

As ações da 2W Energia serão listadas no segmento Novo Mercado da B3, nível mais alto de governança corporativa.

Sobre a 2W Energia

Com atuação em todo o Brasil, a 2W Energia é uma das maiores comercializadoras de energia do País.

A companhia conta com uma base de 953 clientes, 4,2 GW médios comercializados em 5 anos e 2,1GW em parques eólicos e solares prontos para construção no Nordeste.

Em 2018, o volume de energia comercializado foi de 13.140 GWh.

Lucratividade

Segundo o prospecto, a 2W Energia registou lucro líquido de R$ 18,2 milhões no primeiro semestre de 2020, enquanto no primeiro semestre de 2019 reportou um prejuízo de R$ 5,1 milhões.

No período de seis meses findo em 30 de junho de 2020, a companhia apresentou uma receita líquida de R$ 317,4 milhões, ante R$ 672,1 milhões no mesmo período de 2019.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebtida, na sigla em inglês) somou R$ 31,3 milhões, contra um Ebtida negativo de R$ 11,2 milhões no primeiro semestre de 2019.

Já a margem Ebtida atingiu 9,89% no semestre, revertendo a margem negativa em 1,67%.

Capital Social

Atualmente, o capital social da 2W Energia é de R$ 145,2 milhões divido em 113,5 milhões de ações ordinárias.

O principal acionista da companhia é Ricardo Lopes Delneri, com 75,50% do capital social da companhia. Seguido da N.I.I Participações (7%), depois Walter Milan Tatoni (5%).

Enquanto, administradores têm 10,5% e em circulação está 2% das ações da companhia.

Conforme o Estatuto Social, a companhia fica autorizada a aumentar o capital social mediante deliberação do Conselho de Administração e independente de reforma estatutária, até o limite de 398 milhões ações ordinárias, por deliberação do Conselho de Administração.

Destinação dos recursos

De acordo com o proposto, os recursos captados serão destinados para investimentos em projetos de energia eólica.

A 2W Energia também pretende investir em mídias digitais, canais de vendas e aquisição de clientes. As medidas incluirão o desenvolvimento de novos sites e aplicativos da companhia e da segunda marca da companhia.

Além de reforço de capital necessários para proceder com o processo de migração de clientes para o mercado livre.

Fatores de risco

No prospecto, a 2W Energia mencionou os principais riscos associados à companhia, entre eles destacam-se o risco de intervenções governamentais, condições climáticas desfavoráveis e alterações de preços de geração de energia elétrica.

Além de atrasos, excesso ou aumento de custos não previstos na implantação ou execução de projetos e a capacidade da 2W obter, manter e renovar as autorizações e licenças governamentais aplicáveis que viabilizem seus projetos.