Quero investir R$ 100 mil e sair da poupança: como começar?

Redação EuQueroInvestir
Colaborador do Torcedores
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Foto: onde investir R$ 100 mil

Se você conseguiu poupar R$ 100 mil e manteve essa quantia na poupança até agora já deve saber que está perdendo dinheiro. A caderneta, queridinha dos brasileiros, rende 2,45% ao ano, enquanto a inflação projetada para 2021 deve superar os 5%.

Ser um investidor com perfil conservador não pode ser desculpa para não buscar opções mais rentáveis. Existem alternativas que podem proporcionar um retorno maior que o da poupança, sem a necessidade de correr grandes riscos.

Atingir um patrimônio de R$ 100 mil é para poucos, saiba quais são as melhores atitudes e aplicações para multiplicá-lo

Caso você ainda não esteja convencido das desvantagens da poupança, sugerimos essa outra leitura antes de prosseguir: Por que a poupança é o principal investimento do brasileiro?

Mas se você já avançou essa casa e está sem saber por onde começar para tirar seu dinheiro da velha caderneta, reunimos algumas dicas de investimentos abaixo:

Investimento no Tesouro Direto

Atrelados à dívida pública federal, os títulos do Tesouro Direto funcionam como empréstimos feitos ao governo, onde o rendimento é adquirido por meio dos juros obtidos no vencimento.

Por ser considerada uma modalidade de renda fixa com baixo risco, o Tesouro é muito indicado para perfis conservadores, contudo, sua rentabilidade também não é tão alta.

Tesouro Direto é considerado um dos investimentos mais seguros do país. Isso porque você está emprestando dinheiro para ninguém menos que o Governo Federal, que é considerado o melhor pagador do mercado.

Em troca desse “empréstimo”, você recebe os juros referentes à transação, que podem ser de três tipos: prefixados, indexados à Selic ou indexados ao IPCA.

Na modalidade prefixada, você já conhece a rentabilidade do título ainda no momento da contratação.

Assim é possível fazer planos com o dinheiro que você irá resgatar no futuro como, por exemplo, comprar uma casa, trocar de carro, etc.

Os títulos prefixados também podem envolver o pagamento de juros semestrais. Nesse caso, você poderá resgatar a cada seis meses uma parte da rentabilidade do título, o que é ideal para quem deseja viver da renda de seus investimentos.

Tesouro Selic

Tesouro Selic é outra opção interessante entre os títulos do governo federal. Isso porque ele é dotado de alta liquidez e rende o mesmo que a taxa básica de juros do mercado.

Esse título é uma boa opção para reserva de emergência, uma vez que você pode retirar o dinheiro da aplicação a qualquer momento, e rendimentos negativos (embora sempre muito pequenos e limitados) são praticamente inexistentes, embora possam ocorrer em momentos de grande estresse de mercado.

Tesouro IPCA

Já as modalidades do Tesouro Direto atreladas à inflação, como o Tesouro IPCA+ e o Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais são a melhor opção para proteger o seu dinheiro dos efeitos nocivos da inflação.

Isso porque, nessa modalidade, você receberá um percentual de rentabilidade acrescido do IPCA, ou seja, estará garantindo um ganho real (que é aquele acima da inflação) no momento do resgate do título.

Dessa forma, você consegue manter o poder de compra do seu dinheiro ao longo dos anos, o que é ideal para quem deseja realizar planos de médio e longo prazo.

TesouroInvestimento MínimoRentabilidade anualPreço UnitárioVencimento
Prefixado 2024R$31,268,30%R$781,8401/07/2024
Prefixado 2026R$33,878,81%R$689,9901/01/2026
Prefixado 2031 juros semestraisR$32,219,43%R$1.166,1801/01/2031
Selic 2024R$107,68SELIC + 0,2468%R$10.768,9701/09/2024
Selic 2027R$106,58SELIC + 0,3194%R$10.658,7301/03/2027
IPCA + 2026R$59,05IPCA + 3,49%R$2.952,8015/08/2026
IPCA +2035R$39,77IPCA + 4,21%R$1.988,7215/05/2035
IPCA + 2045R$39,54IPCA + 4,21%R$1.318,1815/05/2045
IPCA + juros semestrais 2030R$41,29IPCA + 3,97%R$4.129,6815/08/2030
IPCA + juros semestrais 2040R$43,89IPCA + 4,24%R$4.389,2915/08/2040
IPCA + juros semestrais 2055R$44,97IPCA + 4,43%R$4.497,7015/05/2055

* Atualizado em 21 de maio

Investimento em CDB

Os CDBs são Certificados de Depósito Bancário. Assim como o Tesouro Direto, são papéis de renda fixa emitidos com a intenção de captar recursos. Mas, nesta modalidade, o dinheiro é emprestado aos bancos.

Existem sempre três alternativas de rentabilidade: Prefixado, Pós Fixado ou mistos – exemplo: IPCA+.

As aplicações pós fixadas acompanham um indexador. E, no caso dos CDBs geralmente o indexador é o CDI, que, por sua vez, segue a Selic. Se a Selic sobe ela arrasta o CDI que, por sua vez, puxa a rentabilidade dos papéis pos fixados para cima.

As emissões bancárias de Renda Fixa Prefixadas (cuja taxa é conhecida desde o início da aplicação) ou aquelas atreladas à variação da Inflação (IPCA+) costumam ter as melhores taxas para o médio e longo prazo, sendo aplicações preferenciais para estes fins.

Há de ser ter atenção à expectativa da taxa Selic no futuro. Se houver um aumento brusco da taxa isso pode inviabilizar a aplicação prefixada no curto prazo. É importante analisar as projeções ou consultar especialistas que podem auxiliar nisso.

Um dos grandes riscos envolvidos no investimento é o banco emissor quebrar e não honrar com o compromisso. No entanto, o investidor conta com uma vantagem, que é a garantia dada pelo Fundo Garantidor de Crédito. Esta proteção vai até o limite de R$ 250 mil por CPF.

Por essa razão, clientes com mais recursos preferem investir em CDBs de bancos variados, respeitando o limite de R$ 250 mil em cada instituição.

Fundos de investimentos

Esta é uma modalidade que concentra um grupo de pessoas interessadas em um mesmo objetivo, tendo um gestor de capitais por trás.

Eles funcionam como um condomínio de investidores em que todos aportam recursos que serão aplicados em conjunto por um especialista (o gestor) ou por uma instituição.

Os ganhos depois são divididos entre os participantes, respeitando-se a proporção de investimento de cada um. Ah, as perdas também são repartidas.

Ao aplicar em um fundo, você vai, na verdade, adquirir cotas dele – que são uma fração do Patrimônio Líquido (soma de todos ativos – menos despesas) do fundo. Por isso, os participantes são chamados de cotistas.

Cada cota tem um valor e elas podem variar diariamente, dependendo da composição desse fundo, da estratégia do gestor e da entrada e saída de recursos.

Os fundos de investimento podem ser constituídos por diferentes ativos: ações, títulos públicos, derivativos, moedas e investimentos estrangeiros, para citar alguns deles. Com tantas possibilidades, os fundos precisam respeitar uma série de regras que servem de proteção para o investidor.

Fundo de renda fixa

Como o próprio nome sugere, os fundos de renda fixa investem em ativos que possuem rentabilidade fixada na alocação.

No momento da aplicação, todos os parâmetros atrelados ao investimento são de conhecimento prévio do investidor, não havendo alterações posteriores. Depois de definir o indexador responsável por remunerar o papel, é possível estimar o valor a ser resgatado.

Por classificação os fundos de renda fixa direcionam, no mínimo, 80% dos seus investimentos em ativos de renda fixa prefixados ou pós-fixados.

A porção de 20% pode ser alocada em derivativos. Isso é feito para aumentar a sua rentabilidade, que costuma seguir o CDI.

Fundo multimercado

Já o fundo multimercado serve de porta de entrada para os investidores que desejam correr um pouco mais de risco e diversificar seu capital em diferentes tipos de investimento como renda fixa, DI, crédito, ações, juros, moedas, no Brasil ou no exterior.

Nos últimos anos, essa modalidade se desenvolveu, com especialização em vários nichos. Hoje existem diversos tipos de fundo multimercado, desde os mais conservadores até os mais arrojados, e com estratégias diferentes.

Segundo a classificação da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) existem Fundos Multimercado do tipo Dinâmico; Estratégia Específica; Investimento no Exterior; Juros e Moeda; Long and Short Direcional; Long and Short Neutro; Livres; Macro e Trading.

Investimento em Previdência Privada

Para o longo prazo, a previdência privada é outra opção interessante, contudo, é importante que você pesquise um pouco sobre o assunto antes de investir nessa modalidade para não cair em “pegadinhas”.

Os grandes bancos costumam oferecer a previdência privada para os seus clientes como uma forma de garantir uma aposentadoria mais tranquila no futuro. No entanto, o que muitas dessas instituições esquecem de explicar aos seus clientes é quais são os custos envolvidos nessa operação.

Há casos em que, a depender da taxa cobrada pelo banco, a rentabilidade final do investimento pode ser até menor do que se todo o dinheiro tivesse sido guardado na poupança.

É por esse motivo que o recomendado é sempre procurar por instituições que não cobram as taxas de carregamento, de saída e de custódia.

Para saber mais sobre a previdência privada, seus custos, vantagens e desvantagens, recomendamos a leitura deste artigo.

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